Eu Fiz Band – João Costa

Publicado em 13/05/22

João Gado F. Costa é mais um exemplo de aluno do Colégio que faz formação internacional. Após fazer o Ensino Médio no Band, iniciou sua vida universitária cursando um semestre de Letras na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP (FFLCH) e depois se mudou para Nova Iorque, onde começou a estudar Linguística e Filosofia em Columbia.


Acostumado a estudar em colégios menores, João conta que sua mudança para o Band foi um choque de realidade e uma excelente experiência por poder conviver com tantos perfis diferentes de pessoas. “Tinha gente de todos os lugares de São Paulo, até de outras cidades. E o Band nunca deixou de trabalhar para dar mais oportunidades a pessoas diferentes, mesmo em um país com questões sociais tão complexas. Certamente tem muito mais diversidade do que qualquer outro lugar que eu tenha estudado antes.”.

João, quando pequeno, já havia morado nos Estados Unidos por quatro anos, mas estudar fora não esteve em seus planos durante a maior parte de sua vida. Isso começou a mudar quando chegou no Ensino Médio. “Não sabia se era o que queria, porém fui fazendo os SATs e as coisas foram acontecendo. Não é que o Band me jogou para estudar fora, mas possibilitou que, se quisesse, teria a opção. Se não fosse por essas coisas que o Colégio fazia, pelo pessoal que organizava as palestras e vinha avisar que ia ocorrer, pelo incentivo dos professores e pelo fato de eu sempre ter visto que outros alunos do Band estudavam no exterior, não sei se estaria aqui.”.

Quando chegou a pandemia, não demorou muito para o rapaz tomar a decisão de trancar a faculdade, pois sentia que não estava aproveitando as aulas como gostaria. O isolamento também adiou seus planos de fazer um intercâmbio de um ano em Cambridge, pela própria Universidade de Columbia, além de frustrar a pesquisa de verão que faria no Amazonas trabalhando com a documentação de línguas indígenas. Ele ficou um ano parado e, durante esse tempo, se envolveu com outros projetos. “Uns meses antes de tudo isso, um amigo da faculdade comentava que estava pensando em começar um site, escrever algumas coisas. Muito tempo depois, ele e outros amigos, todos brasileiros, me chamaram para trabalhar com eles nesse site, para fazer alguma coisa.” João conta que eles também tinham trancado a faculdade por um ano e começaram um site de jornalismo de dados chamado Pindograma. “Eu nunca trabalhei com jornalismo, não trabalho com dados e não sei programar, mas me meti lá para ser repórter e acabei fazendo isso por um ano.”.

Com a revista, João aprendeu diversas habilidades e conheceu diversos grandes nomes do jornalismo brasileiro e especialistas em diversas áreas de políticas públicas, tanto brasileiras quanto estrangeiras. Ele e seus amigos conseguiram firmar parcerias com diversos outros veículos de todo o Brasil, como a Revista Piauí e a Folha de São Paulo. “Foi uma ótima experiência, apesar de ainda não ser meu foco. O site, inclusive, segue aí. Temos o plano de fazer um acompanhamento das eleições de 2022 do Brasil.”, afirma.

Os planos de João para o futuro são diferentes dos que teve durante toda sua vida, tanto por conta de situações pelas quais passou que o fizeram mudar de ideia, quanto por forças maiores que exigiram adaptação. “Me formaria este ano e quero uma carreira acadêmica. Quero fazer doutorado, dar aula e fazer pesquisa. Ser professor em uma faculdade do Brasil – como a USP, a UNICAMP – seria um sonho, mas a realidade impõe outras coisas, então mudei de planos. Ainda quero voltar para o Brasil algum dia, mas não tenho pressa.”.

João Costa finaliza ressaltando tudo o que o Band significou e ainda significa para ele. “Poucos adolescentes sabem o que querem da vida. Geralmente só vão levando e fazem o vestibular porque é o convencional. Apresentar outras oportunidades ajuda muito e o Band fez isso para mim. Foi um bom lugar para estar durante a transição da adolescência para a vida adulta. Eu não estaria em Columbia se não fosse pelo que aprendi e vivi no Band.”. João ainda relembra dos vínculos que criou com os professores. “Quando estava no Brasil, saía e os encontrava. Visitei algumas vezes o Colégio para vê-los. Tenho muito carinho por todos até hoje! São pessoas legais para manter contato, contar como e onde estou e relembrar momentos. Quando estiver no Brasil, com certeza vou passar no Band e visitar os professores, que hoje são meus amigos!”.

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