Publicado em 30/04/14

Podia eu estar me vangloriando da minha superioridade inexistente, expondo a realidade infeliz da humanidade, mas decido que a certo ponto de minha não tão humilde vida devo dedicar-me ao fantástico.
E é a partir de figuras que cria-se o universo paralelo que é a imaginação, são chamadas letras que formam palavras que por sua vez formam sonhos.
A distância momentânea do real é uma necessidade que só pode ser suprida pelo inexistente e aí entra o imaginário que quando transcrito torna-se um meio de transporte demasiado eficaz até o irreal.
Imaginário. Seria esse de fato inexistente ou seria uma realidade passageira? O imaginário está diretamente ligado com o conhecimento, e é por isso que temo tanto o tempo, só o tempo nos tira o saber, contudo o tempo ameniza a dor, nos torna menos vulneráveis a ela, nos torna aptos a conviver com o medo. Será justo que o mesmo fator elimine o que temos de mais importante o o que temos de mais escuro?
De tantas dúvidas, uma resposta, a criação de tais sonhos transcritos nos fixa no imaginário, agora resta a você decidir sua preferência: o paralelo fantástico ou a realidade infeliz?

Milena Prado (pseudônimo, 8G)

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