Seminário de Direitos Humanos em Educação Física e Esporte: professora Daniela Godói

Publicado em 18/03/21

A professora de Educação Física do Band Daniela Godói participou, neste mês, do Seminário de Direitos Humanos em Educação Física e Esporte promovido pela USP. Ela foi convidada para atuar como mediadora de uma Mesa Redonda específica do evento, cujos temas são a permanência ao processo educacional, formação inicial e continuada e qualidade do ensino e/ou do ato educativo.

De forma remota, o seminário ocorreu via Google Meets e teve transmissão ao vivo no Youtube, por meio da qual o público fazia perguntas. “A formação do aluno da graduação de Educação Física precisa ir além da teoria recebida na Universidade. É preciso fazer laboratório didático, como é o caso da USP, ou a disciplina de estágio para conhecer a realidade da sociedade. O discente precisa conhecer os muros além da universidade e ser um agente transformador. A universidade deve dar conhecimentos para a formação integral do aluno.”, explica Daniela.

A professora conta que, em sua mesa, tinha um diretor da UVA (Universidade Veiga de Almeida) que explicou como o graduando discente de Educação Física tem aproximação da Universidade e da prática da profissão através de estágio. “Também tinha um aluno do Recôncavo Baiano que mostrou o trabalho de TCC que ele produziu sobre como a Universidade o aproximou, através de seu trabalho, da realidade da profissão. Tudo isso se relaciona com a Educação Física na área da Saúde.”, comenta Daniela.

Também foram trazidas Universidades que não proporcionam uma aproximação com a prática na área da Saúde, como é o caso da UFRJ. “Com levantamento de dados e documentos, vimos que lá há uma carência dessa conexão. Então, foram trazidas soluções e discussões sobre como seria possível implantar essa parte tão importante da formação do graduando em Educação Física”, comenta Daniela.

Outro trabalho destacado por Daniela foi uma tese de mestrado apresentada por um professor, na qual ele explicava como entendia a Educação Física e destrinchava a base curricular comum nacional: “Como professor, ele analisou o que consegue implantar na escola onde trabalha e o que há de carência. Foi muito discutida a formação do aluno graduando em Educação Física.”.

Daniela conta: “Na USP, temos uma disciplina que é o laboratório didático. Os discentes vão até comunidades carentes e desenvolvem um programa que atende essa comunidade. Foram apresentados vários trabalhos estruturados muito legais dentro dessa disciplina.”.

A Tecnologia na educação foi outra questão levantada. “As pessoas ficam muito tempo paradas, jogando jogos on-line e deixando de praticar esportes. No entanto, tem um lado muito bom, destacado durante essa pandemia, que é reunir pessoas que estão distantes por meio de reuniões remotas. Também é possível utilizar ferramentas digitais para acompanhar a prática de exercícios físicos, como é o caso de aplicativos de corrida”, destaca Daniela.

“Nós finalizamos com um pensamento muito positivo sobre o encontro. As pessoas puderam falar sobre sua realidade, ouvir como o outro aborda o mesmo tema e ter ideias de melhora, além de darem e ouvirem exemplos práticos a partir de experiências compartilhadas”, conta a professora.

Por fim, ela destaca: “O Band incentiva a educação continuada para seus profissionais e acredita na importância da continuidade da nossa formação acadêmica. Eu continuo aprendendo e tendo contato com profissionais de outras escolas, outras universidades e, assim, posso acrescentar muito ao Colégio. Temos muito bem estabelecidos conteúdos e atividades na disciplina de Educação Física que nos permitem desenvolver o aluno de uma forma integral por meio de protagonismo e autonomia e, assim, podemos transformar, através da educação, a nossa sociedade.”.

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