O Mês do Orgulho LGBT+ é celebrado em junho em memória da Revolta de Stonewall, que aconteceu em 1969, em Nova York. Na ocasião, os frequentadores do bar Stonewall Inn reagiram a uma ação policial discriminatória e deram início a uma série de manifestações que marcaram a luta pelos direitos da comunidade. Desde então, o mês de junho tornou-se um período global de valorização da diversidade, promoção da igualdade e combate ao preconceito. Como forma de celebrar a data no Colégio e incentivar o respeito às diferenças, o Bandiversidade promoveu uma série de ações de conscientização.
Apoiado pela professora de Português Karina Fuga, e em parceria com a gestão do Band, o grupo publicou cartazes de conscientização pelos corredores do Colégio e realizou a exposição da bandeira LGBT+, utilizada como símbolo de visibilidade, inclusão e educação sobre a diversidade de identidades e orientações na sociedade. Além disso, foram promovidos três encontros sobre temas relacionados às diversidades. O primeiro deles ocorreu em parceria com o BandAntirracismo: recebemos Catita, Professora de Português, Dedé Ladeira e Leo Pereira, do Inaperê. Eles fizeram uma apresentação que levou o nome “Quem somos além das bandeiras?” e discutiram como diferentes aspectos da identidade se combinam para influenciar vivências e acessos na sociedade.
O segundo evento reuniu famílias, professores e orientadoras educacionais do Band para uma conversa com a psicóloga e psicanalista Maya Foigel, especialista em questões de saúde mental da comunidade LGBT+. A atividade propôs uma reflexão profunda sobre diversidade, pertencimento e acolhimento na adolescência e fortaleceu o compromisso da construção de uma comunidade que promove relações respeitosas e reconhece as diferenças. “Nosso objetivo não é impor nenhuma identidade, mas criar espaços onde cada um se sinta respeitado e ouvido. Quando a família e a escola caminham juntas, a criança se desenvolve de forma mais integrada, feliz e autêntica”, compartilhou Maya.
Por fim, o ex-aluno do Band Paulo Pita, psicólogo pela USP e mestre em educação pela University of Birmingham, conduziu a palestra “Permita que eu fale: uma conversa sobre voz e representatividade”. Em uma dinâmica de construção coletiva, Paulo pontuou que, diante de violências estruturais, o sentimento de revolta é natural, tornando a representatividade positiva ainda mais fundamental. Nesse cenário, dar voz aos estudantes LGBT+ é crucial para validar suas experiências, criar redes de pertencimento e permitir que sejam protagonistas de suas próprias histórias de forma potente e positiva.


