O Colégio Bandeirantes tem um compromisso com a formação contínua e diversa de seus professores. Em Belém do Pará, as educadoras Lucianne Leigue e Mariana Lorenzin, de STEAM, Gabriela Romera e Viviane Nunes, do Fund I, representaram o Band no Encontro Nacional da Rede PEA-UNESCO, entre os dias 23 e 25 de setembro. A participação reuniu trocas com escolas de diferentes regiões do país, reflexões sobre os desafios da educação e uma imersão na cultura amazônica.
Nas palestras e apresentações de experiências, a equipe conheceu iniciativas que aproximam o currículo de questões vividas pelas comunidades em seus territórios. Projetos de iniciação científica, gestão de resíduos e acompanhamento de dados climáticos trouxeram referências para pensar a participação dos estudantes na investigação e na transformação de sua realidade.
Um dos pontos que marcaram o encontro foi a relação entre educação e território. “Os relatos evidenciaram a importância de considerar as condições de vida, os conhecimentos e as necessidades de cada comunidade na construção das propostas pedagógicas”, comenta Lucianne Leigue, Professora de STEAM. As experiências de escolas do Marajó, por exemplo, convidaram os participantes a olhar para uma educação que reconheça as particularidades locais e dialogue com os saberes de seus habitantes.
Outra reflexão recorrente foi a intencionalidade das ações educativas: explicitar o que se pretende ensinar, por que determinada prática é desenvolvida e como ela contribui para a formação dos estudantes. “Esse olhar ajuda a reconhecer iniciativas que já acontecem no Band e a criar conexões entre áreas, anos, séries e projetos, o que fortalece sua continuidade no currículo”, explica a Professora de STEAM.
As discussões também abordaram Inteligência Artificial, aprendizagem criativa e o futuro da educação. Na visita ao Centro de Inovação e Sustentabilidade da Educação Básica (CISEB), as educadoras conheceram espaços dedicados à cultura maker, às tecnologias digitais e à produção audiovisual para o apoio aos projetos dos estudantes da rede estadual de ensino do Pará.
A aprendizagem se estendeu para além dos espaços do evento. No rio Guamá, a observação das palafitas e da vida junto às águas provocou reflexões sobre modos de habitar e as relações entre sociedade e ambiente. No mercado Ver-o-Peso, o contato com produtos, aromas e sabores, como o cupuaçu e o taperebá, aproximou-as dos aspectos culturais. O artesanato de miriti também chamou a atenção: produzido a partir de uma palmeira amazônica, ganha forma em brinquedos e peças que expressam tradições locais.
Essa imersão teve um encontro especialmente significativo para o grupo. O acolhimento de Lívia Dorice, que já foi Professora do Band e atualmente é pesquisadora na Universidade Federal do Pará (UFPA), foi essencial para a experiência imersiva das educadoras. “Sua companhia contribuiu para conhecermos a história local e percebermos aspectos da região que ganharam novos sentidos por meio de seu olhar”, compartilha Lucianne.
De volta ao Colégio, as educadoras começaram a organizar os desdobramentos da experiência. Entre as propostas estão reconhecer práticas já presentes nos planos de ensino e aproximar educadores em torno de temas como antirracismo, plataformas digitais, mudanças climáticas e resíduos. “O próximo passo é compartilhar referências e perguntas com a comunidade escolar e construir ações que façam sentido para o Band, mantendo o diálogo entre os desafios globais e a nossa realidade”, finaliza.