Conheça os riscos do consumo excessivo de álcool

Publicado em 15/10/12

Portal de Paulínia e Blog Dependência Química

Aproximadamente dois bilhões de pessoas em todo o mundo ingerem bebidas alcoólicas.

Além de atuar no funcionamento cerebral (deprime as atividades do Sistema Nervoso Central), o álcool também age diretamente em diversos órgãos, como fígado, coração e parede do estômago, contribuindo para que seus efeitos na saúde sejam ainda mais complexos.

Aproximadamente dois bilhões de pessoas em todo o mundo ingerem bebidas alcoólicas. Foi indicado que o volume médio de álcool puro consumido por pessoa no Brasil equivale a 6,9 litros por ano, quantidade inferior aos padrões da Europa (13 litros), Estados Unidos (9,4 litros) e Canadá (9,8 litros), porém elevado.

Além do volume ingerido, é importante estar atento ao padrão de uso da substância, ou seja, a maneira ou circunstâncias em que isso ocorre.

Por exemplo, os padrões mais pesados de uso frequentemente expõem o consumidor a diversos tipos de problemas e ao desenvolvimento de transtornos relacionados ao consumo de álcool (abuso e dependência).

É o caso do beber pesado episódico (BPE, definido como a ingestão de cinco ou mais doses de álcool para homens e quatro ou mais doses para mulheres em um período de 2h), considerado um dos principais indicadores relacionados ao padrão de uso prejudicial desta substância, que tem um impacto significativo no cenário mundial.

Entre os principais prejuízos do BPE, destacam-se os danos à saúde física, sexo desprotegido, gravidez indesejada, infarto agudo do miocárdio, overdose alcoólica, quedas, violência (incluindo brigas, violência doméstica e homicídios), acidentes de trânsito, comportamento antissocial como, por exemplo, na família e trabalho além de queda no rendimento escolar e ocupacional, tanto em jovens como na população em geral.

Em contraste aos padrões de uso pesado, diversos estudos apontam que em pequenas quantidades as bebidas alcoólicas podem ser benéficas à saúde, estando associadas à diminuição no risco de doenças cardiovasculares, diminuição nas perdas cognitivas decorrentes da idade, redução de estresse e de ansiedade, promoção de bem-estar, entre outros fatores.

Entretanto, vale ressaltar que não existe um nível seguro para o consumo do álcool; se a pessoa bebe, já pode estar em risco de sofrer problemas de saúde e outros, principalmente, se ingerir mais de duas doses por dia e não deixar de beber pelo menos dois dias na semana.

Uma dose-padrão de bebida alcoólica (350 ml de cerveja, 150 ml de vinho ou 50 ml de destilado) contém, aproximadamente, 14 g de álcool puro.

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