Documentário de professora do Band é selecionado para festivais de todo o Mundo

Publicado em 07/10/21

A professora Fabiana de Lazzari, de Português, produziu o documentário “Ontem… Hoje… Para sempre Samba de Roda”, que trata sobre esse patrimônio cultural que originou o mais brasileiro dos gêneros musicais. Seu filme foi lançado juntamente de um e-book e de um site que tratam do mesmo tema como resultado da conclusão de seu pós-doutorado.

Fabiana Parra, Rodrigo Velloso e Kleber Mazziero

O filme mostra o “ontem”, observando as origens do Samba de Roda e sua relação com diversas culturas africanas trazidas ao Brasil pelos negros escravizados, com culturas indígenas originárias brasileiras e até mesmo com o próprio branco português; mostra o “hoje”, retratando a realidade atual dos sambistas e apresentando as muitas regras a serem seguidas; e mostra o “para sempre”, abordando a perspectiva de futuro e ações que devem ser feitas para eternizar o movimento.

O reconhecimento ao trabalho da professora veio com a aprovação de diversos festivais por todas as partes do Mundo. Seu documentário já passou por New Haven e Austin (Estados Unidos), Londres e Sheffield (Reino Unido) e Vera Cruz (México). O filme ainda será passado no “Silicon Valley African Film Festival” (Estados Unidos), “Cinema of Nations” (Alemanha) e “Golden Tree International Documentary Festival” (Alemanha e China, concomitantemente), sendo um dos 20 selecionados para o último, dentre centenas de inscritos de mais de 30 países. Além disso, foi o único brasileiro a figurar nestes festivais. 

Fabiana explica o que a motivou a fazer o filme. “Tudo começou quando eu e meu marido fomos à Bahia de férias. Estávamos em Salvador, mas resolvemos ir ao Recôncavo Baiano. Entre outros lugares, visitamos Santo Amaro da Purificação, onde conhecemos Rodrigo Velloso, irmão de Caetano Veloso – curiosamente apenas um deles tem dois “Ls” no sobrenome -, que nos indicou um Samba de Roda que aconteceria na cidade de Terra Nova. Lá, nos apaixonamos por isso.”. Ela conta, também, que acharia injusto ter recebido tamanho capital cultural e não dar nada em troca, o que a motivou a fazer o filme. “Eu precisava oferecer alguma coisa àquela arte, então tive a ideia de usar meu lado pesquisador. Parafraseando o próprio Caetano: se não posso ser Recôncavo, que seja Reconvexo! Coloquei, então, minhas ideias no papel e procurei uma universidade que tivesse um programa de Arte e Multimídia, que foi a Universidade de Lisboa.”.

O desejo de Fabiana pelo sucesso do documentário se dá muito por essa gratidão, que a incentivou a inscrevê-lo em festivais de cinema. “Acredito que os festivais – isso vale também para os de manifestações artísticas – são os melhores lugares para divulgação do trabalho, pois possuem uma riqueza imensa. Além disso, ainda sentia que precisava dar o melhor que podia ao Samba de Roda e, em minha concepção, isso seria divulgar, ao meu modo, essa arte tão pouco reconhecida.”.

Na próxima sexta-feira, dia 8 de outubro, às 19h, o filme será passado no “Silicon Valley African Film Festival”, que ocorrerá tanto no modo presencial quanto no on-line. Os ingressos são gratuitos, mas precisam ser reservados. Você pode garantir o seu clicando aqui! Não deixe de assistir!

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