O Colégio Bandeirantes valoriza uma educação integrada entre as famílias, o Colégio e a sociedade, reforçando seu caráter cosmopolita e seu compromisso em formar cidadãos do mundo. Como exemplo disso, no mês de setembro, recebemos cerca de 450 integrantes da comunidade Band para uma manhã de criação, movimento, sons, luzes, sombras e, claro, muitas produções artísticas. Esse encontro, que leva o nome de BandDraw, aconteceu no MASP (Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand) e reuniu famílias do 1.o ao 5.o ano do Fund I.
Inspirado no The Big Draw, festival internacional de desenho que acontece desde 2000 e nasceu em Londres, o BandDraw propõe ampliar a ideia de desenho para além do papel, entendendo-o como uma experiência que pode envolver o corpo, o espaço, os objetos, os sons e as relações. Um dos principais focos da proposta é justamente a conexão entre as intervenções, a qual cria situações em que a produção de um participante possa interferir, transformar e dialogar com a produção do outro, de forma que um grande desenho coletivo e em constante movimento é construído.
Nesta edição, em diálogo com o tema do The Big Draw 2026 “Make a Mark” e com referências de artistas como Damián Ortega, Heather Hansen e das práticas do Segni Mossi, as famílias foram convidadas a explorar diversas possibilidades do fazer artístico. Ao longo da experiência, diferentes linguagens artísticas se encontraram para ampliar a ideia de desenho. As propostas partiram da investigação de materiais, sons, movimentos, corpos, luzes, sombras, objetos e marcas, o que possibilitou que cada um experimentasse o desenho como ação, presença e acontecimento.
Os participantes foram convidados a produzir, transformar e interferir nas criações uns dos outros. Sons produzidos a partir de materiais pesquisados pelas crianças deram origem a composições coletivas e efêmeras; gestos e movimentos do corpo se transformaram em marcas e rastros; luz, sombra, silhuetas e objetos criaram novas imagens; e a investigação sobre a transformação dos objetos provocou reflexões sobre forma, matéria e possibilidades de recombinação.
Mais do que propostas isoladas, o BandDraw buscou construir um percurso de conexões, no qual cada intervenção pudesse provocar, modificar ou dar continuidade à produção do outro. Assim, o desenho deixou de ser compreendido apenas como algo que se registra em uma superfície e passou a ser vivido como uma experiência coletiva, em constante transformação. Um encontro feito de muitas mãos, muitos gestos e infinitas possibilidades de criação que resultou em uma grande produção coletiva.