A competição, que contou com 472 poesias inscritas, é voltada apenas para os alunos do Ensino Médio com Poesia Superior.
Ana Luisa Braga, aluna da 3.a série do Ensino Médio, e Maria Luisa Meneses, da 1.a série, foram finalistas no Concurso de Poesia da Universidade São Judas Tadeu.
Como estavam entre os 10 finalistas, as alunas tiveram de declamar seus poemas aos jurados e ao público presente. Após a apuração, Ana Luisa garantiu o 1.o lugar do júri com o poema “Metamorfose” e Maria Luiza, o 6.o lugar com o poema “Perdição”.
“Foi uma experiência única e especial saber que ‘Metamorfose’ era a vencedora. Além disso, foi maravilhoso e emocionante ver meus amigos e minha querida professora Susana lá ao meu lado na apresentação”, contou Ana Luisa, que foi orientada pela coordenadora de Língua Portuguesa Susana Vaz Húngaro. “Muitos poemas foram inscritos por diversos alunos de todo o Ensino Médio e ser selecionada foi irreal”, relatou a aluna Maria Luiza.
“Todo o mérito é da Ana. Ela escreve muitíssimo bem e, por isso não precisou de nenhuma orientação”, explicou Susana. Já Lia Ceron, professora que orientou a aluna Maria Luiza, comentou que essas premiações são importantes porque incentivam o aluno dessa faixa etária a exercitar sua capacidade de reflexão e de produção escrita, abordando temas que muitas vezes não são discutidos em sala de aula.
Além do concurso da São Judas, Ana também foi finalistas em duas competições da equipe de Língua Portuguesa: de textos inspirados no poeta Fernando Pessoa e no Festival Livre de Opinião.
Confira os poemas abaixo:
Metamorfose
Ana Luiza
Em linha reta:
pena, papéis,
pulso, palavras
soltas ao ar
Ninguém vê o que circula,
o medo da escrita
a confusão
a dança das mãos
na melodia dos significados
Quero a salvação
Exaustão em falas fúteis,
discursos xerocados
cenas plastificadas
produtos residuais
mundo sem percepção
Mentes fechadas
entre vãs promessas
páginas em branco,
por que nunca preenchidas?
pelo abismo da solidão
Quero a pontuação
Um pedaço de letra
entortada, modificada
mão a mão
com acerto e precisão
procurando solução
No entanto, falta a proeza
a delicadeza
falta a rima
esquecida no amor perdido e
na solidão abusiva
Que a paixão
Lágrimas
das figuras de linguagem
das métricas, metáfora
perplexo para quem lê
com os olhos
Leia-se com a alma
o limite da palavra-vida
a verdade da alma finita,
a finitude da beleza –
a simplicidade da poesia
a compreensão.
–
Perdição
Maria Luisa
Um zumbido em minha mente
Milhares de mosquitos a minha frente
Em minha cabeça eles dançam
À música da cidade
O dia, porém
Ainda não nasceu
Mas o escuro da noite
Já se perdeu
O frio do chão
Rouba o calor
De minhas tristes mãos
Que tanto lhe imploraram
Um desmerecido perdão.
Eu sei os meus erros
Mas não suporto seus olhos
Cheios de preocupação
Eu sei o que faço
Conheço as consequências
E tomei minha decisão.
Eu não vou mais pedir perdão.


