Do Band a Harvard: uma experiência multicultural

Publicado em 18/02/20

Querido leitor,

Hoje vou contar um pouco das minhas primeiras semanas em Boston. Assim que cheguei, fui conhecer a Medical Center Area, região em que ficam os hospitais, laboratórios e salas de aula da Harvard Medical School. Nessa área, há vários prédios que fazem parte de 5 hospitais: Brigham and Women’s Hospital, Boston Children’s Hospital, Beth Israel Deaconess Medical Center, Dana Farber Cancer Institute e Massachusetts General Hospital.

O Boston Children’s visto de dentro do Fazzalari SkyBridge, uma das passarelas que permitem que você vá para 4 hospitais diferentes sem ter que andar pela rua.
Um dos prédios do Brigham and Women’s Hospital

A maioria dos prédios são muito grandes e muito bonitos. Eu contei para meu mentor como fiquei impressionado com a arquitetura na primeira conversa que tivemos. Eu estava muito animado (e ainda estou) com o privilégio de fazer parte de um lugar que tenha essa estrutura.  Ele me ouviu pacientemente e me deu um conselho que encarei como um desafio. Para tirar o máximo proveito dessa oportunidade que estou tendo, eu deveria prestar atenção nas pessoas. Descobrir culturas e hábitos diferentes, procurar as sutis diferenças entre cada pessoa com quem eu convivesse, observar os pequenos detalhes, para no final levar toda essa vivência de volta para o Brasil. Essas palavras me deixaram muito pensativo e, depois de refletir, cheguei à conclusão de que eu deveria ao menos tentar seguir essa proposta.

A fachada do New Research Building, prédio em que fica o laboratório do qual faço parte.

Com isso em mente, fui conhecer os meus colegas de laboratório, e não poderia ter sido melhor. A equipe do meu laboratório tem 7 pessoas, todas com um background muito diferente. Dois americanos, sendo que uma tem origem colombiana; uma canadense de ascendência paquistanesa; um indiano; um francês; uma brasileira de Belo Horizonte; e eu, brasileiro que “não é a cara do brasileiro que estávamos esperando” (o que acho de certa forma engraçado). Além disso, convivo com pesquisadores de outros países que trabalham no meu andar: Argentina, China, Japão, Grécia, e outros que ainda não conheci.

Nunca tive a experiência de viver em um ambiente tão multicultural e tem sido um aprendizado muito grande. Já tinha ouvido de um amigo que estuda nos EUA sobre como fazer parte de um ambiente internacional muda muito as pessoas e agora estou começando a entender o que ele quis me contar. Eu estou sendo muito bem recebido e sinto que tenho muito a aprender com cada pessoa. Ainda não tirei minhas conclusões sobre tudo que estou tentando absorver, mas já fico muito contente por ter recebido esse encorajamento do meu mentor. Percebi que me permiti estar muito mais aberto a conhecer novas pessoas depois da nossa conversa e sinto que já estou colhendo os primeiros frutos de adotar essa postura.

Digo isso não só pela vivência com meus colegas de laboratório, mas também pelo quanto tenho me aproximado de meus outros colegas de faculdade. Ao todo, somos 13 alunos da Pinheiros fazendo pesquisa na Harvard Medical School. Apesar de conviver com muitos deles nos últimos três anos, nunca fomos tão próximos e tem sido muito bom ter novas pessoas para chamar de amigos.
           

Vim para Boston esperando ver várias mudanças em minha vida, e até agora minhas expectativas tem sido superadas quase que diariamente. Espero que você esteja gostando de me conhecer um pouco melhor, até o próximo post!

Ah, e ficam algumas fotos do pôr do sol aqui em Boston!

Lucas Umesaki se formou no Colégio Bandeirantes em 2015, e desde 2017 é aluno da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Neste ano, terá o privilégio de vivenciar um dos principais centros de pesquisa do mundo em um programa de intercâmbio. Atualmente é Research Trainee no Brigham and Women’s Hospital, um dos hospitais filiados a Harvard Medical School.

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