Fabiana de Lazzari conclui pós-doutorado em Samba de Roda

Publicado em 16/07/20

Mesmo de férias, alguns acontecimentos nos inspiram a trabalhar em algo. No caso de Fabiana de Lazzari, professora de Português do Band, passar as férias no Recôncavo Baiano foi a motivação necessária para dar início a seu pós-doutorado, que foi concluído em abril deste ano. 

Enquanto visitava o interior da Bahia, em janeiro de 2017, Fabiana entrou em contato com o Samba de Roda, um estilo musical originário deste estado. O encontro com a música lhe proporcionou ocasiões e memórias muito gratificantes e, ao deixar o local, Fabiana sentiu que não poderia deixar aquela experiência para trás e se pôs a pensar em uma maneira de retribuir os bons momentos. “Eu queria devolver para o Recôncavo o que o Recôncavo me proporcionou”, ela comenta. 

Já tendo mestrado em Comunicação e Práticas de Consumo e doutorado em Língua Portuguesa, sua solução foi fazer um pós-doutorado sobre o Samba de Roda, unindo um trabalho de pesquisa e um produto de divulgação. Com isso em mente, Fabiana procurou uma faculdade que englobasse suas áreas de interesse e chegou à Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, em que ela poderia fazer seu pós-doutorado em Multimídia e Artes. Assim, começou o trabalho de um ano. 

O processo de pesquisa foi feito a distância e, em um primeiro momento, Fabiana se debruçou sobre livros acadêmicos que falavam a respeito do Samba de Roda, mas, claro, suas referências não poderiam ser apenas estas. Ela, então, voltou à Bahia para entrevistar acadêmicos da UFRB (Universidade Federal do Recôncavo Baiano) e também as pessoas que vivem do samba, como sambadeiras e sambadores. 

Com as informações que precisava, Fabiana escreveu o livro Samba de Roda no Recôncavo Baiano, publicado em forma de site, sobre as tradições e características culturais que permeiam o estilo musical. Além disso, ela roteirizou também o documentário Ontem, hoje… para sempre Samba de Roda, sobre as raízes, funcionamento e formas de preservar esta arte. 

Para ela, este foi um trabalho muito gratificante que colaborou para a sua formação profissional não só por ser mais um estágio acadêmico alcançado, mas também por ter proporcionado a ela o conhecimento de uma cultura diferente: “Um professor, que trabalha com pensamento crítico e questionamento, precisa estar sempre conhecendo culturas, ainda mais a cultura brasileira. É importante ir para dentro do Brasil, conversar com pessoas. Isso te torna um profissional melhor.”

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