Dissertação de Mestrado: Professora Daniela Godói

Publicado em 26/02/21

No dia 23 de dezembro de 2020, a professora de Educação Física do Band Daniela Godói defendeu sua dissertação de mestrado pela Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo (EEFEUSP), intitulada “Escolares com indicativos do Transtorno do Déficit de Atenção/Hiperatividade e os comportamentos socioemocionais em aulas de educação física e no âmbito familiar: estudo de caso”. O objetivo do estudo foi investigar o perfil socioemocional de escolares do Ensino Fundamental II com indicativos do TDAH em dois contextos: nas aulas de educação física e no âmbito familiar.


Para realizar a pesquisa, Daniela analisou questionários enviados para os responsáveis dos alunos e para os professores de Educação Física do Colégio. Ela utilizou o instrumento do
Swanson, Nolan and Pelham Questionnaire para identificar os indicativos do TDAH e classificar o TOD [Transtorno de Oposição Desafiante]. Para avaliação dos aspectos socioemocionais dos alunos, foi aplicado o Strengths and Difficulties Questionnaire (SDQ). No entanto, vale destacar que só o médico pode comprovar o diagnóstico dos transtornos.

“O TOD é um transtorno disruptivo do controle de impulso e da conduta, expressado pelas alterações frequentes e persistentes de emoções como raiva e irritação, comportamentos de questionamento e desafio ou índole vingativa com duração de pelo menos seis meses.”, explica Daniela.

Os professores de educação física verificaram um número menor de escolares com esse transtorno quando comparado com as respostas dos familiares. “No Band, há ações preventivas sobre o bullying e trabalho de valores como empatia e solidariedade, que são ferramentas fundamentais para lidar com o adolescente com o TOD. Acredito que os acordos firmados e as regras construídas em conjunto, entre professor e aluno, podem melhorar o comportamento social dos escolares.”, comenta.

Dos escolares com indicativos do TDAH, a maior parte era do sexo masculino. O TOD foi mais frequente no âmbito familiar. “Talvez isso se deva ao fato de que, na escola, as regras e os combinados são mais explícitos”, comenta Daniela. 

Ela enfatiza, ainda: “A inabilidade social, os problemas de autorregulação e o comportamento inadequado apresentado por muitos escolares com indícios de TDAH podem gerar problemas com os colegas sem o TDAH, resultando em dificuldades de relacionamento. Assim, a pessoa com indicativos do TDAH pode vivenciar situações em que é menosprezada, desvalorizada ou mesmo rotulada negativamente, o que pode levá-la à depressão, ansiedade, problemas de alimentação, abuso de substâncias e evasão escolar, entre tantos outros.”.

“A identificação de escolares com indicativos do TDAH, bem como a compreensão do impacto negativo deste transtorno, é muito importante tanto na infância quanto na adolescência, possibilitando a intervenção por meio de programas que visem reduzir os prejuízos ao longo da vida. Os conflitos gerados pelo comportamento inadequado do escolar com indicativos do TDAH podem ser evitados ou mais bem encaminhados se houver um aumento do entendimento do transtorno”, finaliza Daniela.

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