Eu fiz Band: Rafael Wertzner Borges

Publicado em 24/09/20

Rafael Wertzner Borges tem 22 anos e ingressou no Band em 2012, no 9.o ano. Ele permaneceu estudando no Colégio até 2014, ao final da 2.a série. Ele estudava na turma de Biológicas e desenvolveu especial interesse pelas disciplinas de Física Mecânica e Matemática.

Em 2015, Rafael mudou-se para a cidade de Düsseldorf, no noroeste da Alemanha, em decorrência de uma proposta de emprego que seu pai recebera. Lá, ele terminou seu Ensino Médio por meio do programa International Baccalaureate (IB). “Eu podia escolher as matérias que eu queria cursar e o nível delas, sendo pelo menos uma de exatas, uma ciência, uma matéria de línguas, e assim por diante. Eu também fazia meu próprio cronograma, que incluía Física, Química, Matemática, Economia, Português e Inglês.”

Ele explica que, à época, não estava certo se queria cursar Economia ou Engenharia, tendo grande interesse por ambos. “Comecei a perceber que eu gostava muito de Economia durante as aulas e decidi que estudaria essa área”. Borges ainda comenta que, como estava na fronteira da Alemanha com a Holanda, ele optou por realizar o curso na Universidade de Erasmus, em Roterdã (Erasmus University Rotterdam).

A graduação durou 3 anos, de forma que ele ingressou na Universidade em 2017 e finalizou-a em 2019. Durante esse período, Rafael realizou alguns “Summer Programs”, isto é, trabalho durante as férias, já que, na Holanda, estágios ocorrem no período integral, tornando-se difícil conciliá-los com a faculdade. “Meu primeiro Summer foi na ThyssenKrupp, na Holanda, na parte de Finanças e Controladoria. No ano seguinte, fui ao Brasil, na XP Investimentos”, ele conta.

Atualmente, Rafael faz mestrado em Finanças na Rotterdam School of Management (parte da Erasmus). Neste período, em outubro de 2019, ele ingressou em seu primeiro estágio prolongado e em tempo integral no ING Group, banco holandês, onde está até momento. “É um banco bem avançado na área de sustentabilidade. Estou em um time em que estruturamos debêntures (produtos de crédito), fornecendo crédito a projetos sociais ou ambientais. Por exemplo, a empresa Suzano lançou 500 milhões de dólares em um desses produtos relacionado a metas ambientais. Eu acho essa junção do financeiro com a sustentabilidade muito interessante e proveitosa”, comenta o economista.

Outra curiosidade é que Rafael sempre teve a música como hobbie e, em seu terceiro ano da graduação de Economia, resolveu entrar no Bacharel de Música na Codarts Rotterdam, realizando os dois cursos simultaneamente. “Foi muito puxado, porque ainda tinha muitas matérias de Economia, além da produção da minha tese, e o estudo acadêmico da Música era diferente do que eu imaginava, o que me levou a abrir mão desse curso por hora”, explica Borges.

Quanto à sua tese, Rafael elaborou um trabalho na área de Finanças. Ele escreveu sobre uma anomalia de mercado dos Estados Unidos chamada The Democratic Premium: “Quando os democratas estão no poder, o índice de mercado tem um retorno maior do que o dos republicanos. Eu observei que há uma relação de economia e finança comportamental com a teoria do carisma e da liderança, buscando entender se essa anomalia se dava por conta do partido e suas resoluções político-econômicas ou dos líderes do partido democrata que seriam mais carismáticos”.

Quanto à sua vida no Band, Rafael conta que participou da Feira de Ciências no 9.o ano e na 2.a série, que o Colégio o ajudou muito em sua trajetória: “Foi uma escola que eu quis estudar desde pequeno, por causa de um amigo que estudava lá desde o sexto ano. O Band me fez perceber que eu gosto muito de Matemática e Ciências Naturais, mas contribuiu bem mais no lado pessoal. Eu olhava todos à minha volta e via pessoas incríveis, capacitadas e, principalmente, motivadas. O Band me ajudou a reconhecer quem carrega esse brilho nos olhos que só os alunos têm e a criar uma inquietação dentro de mim, um parâmetro interno do que é excelência e do que não é”.

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