Eu fiz Band – Érika Shizukusa e Fátima Soares de Pinho

Publicado em 29/01/21

De 1997 a 1999, Érika Shizukusa estudou no Band, da 1.a à 3.a série. Ela participou da turma de Biológicas, embora tivesse especial afinidade pelas matérias de Língua Portuguesa, como Literatura e Redação. Quanto a atividades extracurriculares, Érika participou do fórum “Arms Control”, em que eram discutidas questões atuais da sociedade em conjunto com outras escolas do Brasil e do mundo.

Após formar-se no Band, Érika entrou na faculdade de Publicidade, mas logo percebeu que o curso não condizia com seus interesses. “Eu não sabia exatamente o que eu queria, de modo que também prestei outras carreiras como Direito e Biologia. Acabei indo para Publicidade, mas não me adaptei e optei por deixar o curso”, explica.

No ano que se seguiu, Érika ingressou na Faculdade de Enfermagem da USP. “Ao contrário da maioria das pessoas que optam pelo curso, eu não segui a carreira de assistência, com atendimento direto ao paciente, mas sim a parte de análise de dados que contribuem para uma melhor gestão da Saúde.”, comenta. Além disso, Érika também tinha interesse por diferentes áreas do conhecimento e participava de disciplinas optativas durante a graduação, assistindo a aulas de Economia, Letras e Odontologia em outras unidades da USP.  

Nesse contexto, a profissional teve sua primeira experiência profissional na empresa AxisMed, onde atuou na parte de monitoramento de doenças crônicas. “Existia um limbo entre os profissionais da saúde e a equipe administrativa que cuidava da parte de dados, surgiu então meu interesse em cruzar as duas competências e, a partir daí, busquei me especializar nas áreas de Tecnologia e Estatística por meio de um MBA em Finanças. A área em que atuo hoje engloba a parte da Saúde e utiliza-se da Tecnologia para que, com base na análise de dados, tenha-se melhores condições de saúde às pessoas dentro do grupo sendo analisado.”, conta. Depois, Érica trabalhou por um período na empresa de implementação de sistemas HQS Consulting, onde emergiu na parte de Tecnologia e Projetos.

Foi com essa experiência que Érika entrou na Consultoria Deloitte, há cerca de 10 anos, onde trabalha até hoje: “A Deloitte é uma das maiores consultorias que existem. Lá, eu iniciei minha carreira como consultora e fui crescendo, de modo que hoje estou numa posição gerencial. Atualmente, sou responsável pela solução que compreende a aplicação de tecnologia e desenvolvimento de um BI [Business Inteligence], a partir do qual eu realizo a gestão do custo de Saúde para as operadoras e as empresas da área da saúde.”.

“A minha trajetória é muito pouco voltada à parte assistencial compreendida pela carreira de Enfermagem, mas todo conhecimento que eu adquiri na Faculdade foi essencial para que eu conseguisse converter tudo isso em dados por meio de Tecnologia e health analytics. A dificuldade que eu tive no início da minha trajetória em me encontrar na minha carreira me mostrou que, muitas vezes, não precisamos seguir o tradicional do curso que escolhemos, pois, mesmo dentro dessa área, há um universo de possibilidades a serem exploradas, principalmente na área da Saúde, que, por tantas vezes, é associada às profissões mais clássicas.”, destaca a profissional.

“O Band me proporcionou uma visão multidisciplinar, além de desenvolver qualidades como disciplina e determinação, as quais foram essenciais na minha trajetória profissional e acadêmica. A contribuição do Band na formação do meu caráter, pensamento crítico e entendimento do outro foi fundamental para que eu pudesse ter um olhar diferenciado sobre um mesmo assunto.”, finaliza.

Foi na Deloitte que Érika conheceu Fátima Soares de Pinho, diretora da área de Saúde da empresa, com a qual tem muito em comum. Fátima também entrou no Band em 1997 e se formou em 1999. No ano seguinte, ingressou na Faculdade de Enfermagem da UNIFESP. 

Ao terminar a graduação, Fátima entrou em um curso de especialização da própria Faculdade, em Enfermagem Clínica e Cirúrgica, para dar continuidade à sua formação acadêmica, e, logo em seguida, em outro de Gestão de Serviços de Enfermagem. Além disso, ela realizou um MBA em Gestão de Negócios.

Sua primeira experiência profissional foi um estágio no Hospital das Clínicas na área de transplantes. Simultaneamente, ela começou a atuar em escolas de Enfermagem dando aulas. Posteriormente, Fátima passou a trabalhar como enfermeira nas áreas clínica e cirúrgica no Hospital São Camilo. “Lá, eu consegui tangibilizar tudo que eu havia aprendido em uma experiência mais prática, ao mesmo tempo que dava aulas de graduação”, conta Fátima.

“Durante esse período, eu me destaquei por ter uma visão mais ampla do que aquela que meu trabalho prático compreendia, uma visão de gestão, e isso me deu muitas oportunidades”, ressalta a diretora. “Eu atribuo esse meu diferencial referente a uma visão ampla e abrangente sobre a minha área ao Band, que sempre incentivou os alunos nesse sentido”, comenta.

Depois, Fátima começou a trabalhar no Grupo Bandeirantes de hospitais. Lá, ela implementou um novo sistema de gerenciamento de leitos. “Eu tinha uma visão administrativa que, acrescentada à minha experiência assistencial, permitia que eu contribuísse para a empresa de forma muito mais efetiva”, afirma. Após um longo período atuando na empresa, foi convidada por um ex-colega para adentrar no ramo da Consultoria, na empresa multinacional Deloitte.

Hoje, Fátima já trabalha na Deloitte há quase 10 anos. “Comecei como consultora sênior e hoje já sou diretora da área de Saúde, sendo a única enfermeira a ocupar uma posição de diretoria na empresa. Eu acredito que me destaco pela experiência de já ter atuado na prática dentro dos hospitais, podendo trazer esse olhar mais técnico a um ambiente que é totalmente corporativo.”, comenta.

“O Band me ajudou a pensar diferente. O que me trouxe até aqui foi uma visão ampliada e inovadora, além de uma capacidade de síntese para poder tomar decisões no curto prazo, qualidades que eu atribuo totalmente à minha formação escolar. Eu vejo, claramente, uma Fátima de antes e depois do Band. Trata-se de um Colégio que forma seus alunos para serem profissionais. São poucas as pessoas da minha área que saíram da tradicional atuação assistencial para a de gestão.”, diz Fátima sobre como o Band contribuiu para a sua carreira profissional.

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