Oficina de fotografia: Registros vão da cozinha ao espaço sideral

Publicado em 23/11/20

O aluno da Oficina de Fotografia Kevin Tang, do 8.o ano, tem gosto pela aviação desde criança. “Eu me interessava por objetos que levam para as alturas. Gosto de viajar de avião desde pequeno e fiz minha primeira viagem quando eu tinha 2 meses de vida para morar na China, depois, aos 5 anos, voltei para o Brasil.”, comenta.


Pouco tempo depois, surgiu a curiosidade por foguetes. “Quando eu descobri que o ser humano já tinha pisado na Lua, eu me apaixonei por esse assunto. Poucas pessoas foram até lá e tenho muitas perguntas para fazer sobre isso. Eu fiz miniaturas, mas gostaria de fazer um foguete grande de combustível líquido. Fiz um que consegue voar e uma maquete, estou fazendo uma sonda e um outro foguete maior que o primeiro, que ainda não saiu do computador”, conta o aluno.


Para produzir suas imagens, Kevin precisou montar um mini estúdio em casa utilizando-se de técnicas discutidas com o professor da Oficina, Waldir Hernandes. “Mini estúdios podem ser montados de maneira caseira, utilizando lençóis, tapetes e fita adesiva. Eu gravei alguns vídeos para o Kevin com instruções, mostrando como montá-los. Ele as seguiu e realizou imagens de seus foguetes”, conta Waldir.


Kevin esclarece: “Eu tenho fotografado os foguetes usando as técnicas que aprendemos na Oficina de Fotografia e são importantes porque me ajudam a tirar fotos com detalhes dos objetos. Os elementos que mais usei foram fundo infinito, iluminação e foco. Seguirei fazendo minhas fotos.”.


A aluna Manuela Pavani, do 8.o ano, percebeu que o ato de cozinhar liga as pessoas de sua família. “Elaborar pratos durante o isolamento social passou a ser uma atividade importante para minha família. Começou com meu pai, que pesquisou algumas receitas e preparou. Foi um salmão com uma salada quente de legumes. Ele foi aprimorando essa receita e foi ficando cada vez melhor. Sou muito grata por ter minha família próxima nesse momento.”, diz.


Manuela destaca que produzir imagens de uma atividade pode chamar a atenção para seus detalhes. É como se a rotina dificultasse a identificação da importância que a simplicidade do dia a dia carrega. “A Oficina de Fotografia me impulsionou a cozinhar mais, a dedicar mais tempo à minha família, o que nos deixou mais próximos. Fazer fotos do dia a dia na cozinha me fez perceber a importância que o ato de cozinhar possui para minha família. A Oficina ajudou a melhorar minha forma de olhar uma cena, analisar uma composição com seus vários elementos.”, comenta.


“Nós comíamos juntos antes da pandemia, mas era menos frequente e fazíamos pratos mais simples. Com a pandemia, nós perdemos algumas experiências que teríamos, entretanto, estamos buscando formas de passar juntos por esse período da forma mais leve possível e o ato de cozinhar e de comer liga as pessoas da minha família, o que ajuda bastante. Meu pai é o cozinheiro principal, eu e minha prima fazemos acompanhamentos, minha mãe arruma a mesa, meus priminhos ajudam. Cozinhar e comer com a família reunida é um momento de união revelado pelas imagens”, finaliza Manuela.

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