Na quinta-feira, dia 18 de setembro, recebemos Énia Lipanga aqui no Band para uma performance!
Uma das formas de combate ao racismo é a valorização da negritude em toda a sua potencialidade. Com essa premissa, o grupo BandAntirracismo promoveu para toda a comunidade o espetáculo “Se me queres conhecer”. A narrativa foi a apresentação performática dos textos da escritora e ativista moçambicana Énia Lipanga. A poeta, em temporada artística no Brasil, esteve conosco para esse evento que abordou com sensibilidade e firmeza temas sociais, culturais e políticos de Moçambique, destacando as vivências de mulheres, pessoas com deficiência e comunidades marginalizadas.
A performance foi acompanhada pelo músico senegalês Modou Kara, que tocou instrumentos oriundos das culturas africanas, como tambores, flauta e mbira. Além dos textos autorais de Énia, o espetáculo incluiu textos de escritores moçambicanos, como Noemia de Sousa, Ungulani Ba Ka Khossa, Paulina Chiziane e José Craveirinha, o que compõe um percurso literário entre a poesia de combate, os escritos da era colonial e os discursos contemporâneos. Por meio da literatura, territórios distintos, como Moçambique e Brasil, são conectados por suas lutas, heranças e esperanças.
“Foi um prazer receber e conhecer o trabalho da poetisa e ativista social Énia Lipanga, natural de Moçambique, pois ela possui costumes muito próximos aos meus. Sua apresentação foi incrível e me fez sentir em casa por alguns minutos. Lembrei de várias coisas da minha infância na Angola, foi uma experiência afetiva e memorável. Resido no Brasil há sete anos e, às vezes, a saudade de casa bate forte, com uma imensa vontade de reviver memórias. A apresentação de Énia me trouxe conforto e me fez sentir como se estivesse em casa novamente. Foi uma vivência muito especial e me senti representado pela sua arte”, compartilhou Uriel Saldanha, da Equipe de Tecnologia Educacional.
Para Fátima Torres, mãe de aluno do 8.o ano e integrante do núcleo BandAntirracismo, o evento foi uma experiência potente e enriquecedora. “Eu faço parte do comitê antirracista do Band porque acredito em um mundo com mais equidade. Fui prestigiar o evento da Énia organizado pelo Colégio e fiquei muito impressionada com a performance, as poesias e a extrema delicadeza dela. Amei ter conhecido sua história e, por ela ter vindo de uma família muito consciente, ativista e guerreira pelas causas humanas, é muito tocante ver que seu instrumento de resistência é a poesia. Foi incrível ter tido essa oportunidade de conhecê-la e foi ainda mais significativo por ter sido dentro da escola do meu filho!”, relatou Fátima.



