O orgulho de fazer parte da comunidade do Colégio Bandeirantes percorre gerações e une pessoas de diferentes histórias e ideias, construindo, há mais de 80 anos, seu caráter cosmopolita. Com isso, o Colégio é conhecido por ter famílias que estudaram e ainda estudam no Band, mantendo o legado bandeirantino. Recentemente, recebemos Edith Marques, da Turma de 52, para uma visita monitorada com seu neto, que deseja estudar no Colégio, assim como fez sua avó de 91 anos.
Edith possui muitas memórias especiais de seu tempo no Colégio. “Eu me lembro que um dia os professores chamaram cada aluno na frente da sala para ler uma frase de um livro do Monteiro Lobato e ganhar a obra. Foi bonitinho”, relembrou a ex-aluna. Até hoje, ela tem muito carinho pelos professores e acredita que sua formação foi integral no Colégio. “Eu tive bons professores, inclusive de latim, que nos incentivavam a ler muito”.
Para ela, o conhecimento adquirido no Colégio a tornaram uma cidadã crítica e ética. “O Bandeirantes ensina uma cultura geral para a vida inteira, que eu acho muito importante”, comentou. Após se formar em 1952 no Band, Edith entrou na Faculdade de Direito da USP. Ela admite que o impacto da transição do Colégio para a vida adulta foi mitigado por conta da experiência que teve no Band. “A escola deu um senso de responsabilidade pelo fato de dar liberdade para gente”, explicou Edith.
Este ano, Edith retornou ao Colégio para uma visita monitorada com o seu neto que quer estudar aqui e trouxe o convite de sua formatura, o qual guardou com muito carinho por décadas. “Logicamente eu tenho muito orgulho de ter estudado no Bandeirantes”, falou. Ao andar pelos espaços, ela relembrou momentos importantes de sua trajetória no Colégio, o que gerou um sentimento nostálgico. “Quando eu vi o prédio que era cor-de-rosa, as salas que estudei e o lugar onde era o recreio das meninas deu saudade”, contou a ex-aluna.