Por Rafael Reis
Em um bate papo rápido, a professora-orientadora Elisabeth Pontes conta como a Feira deste ano difere da anterior: “essa é mais pé no chão, tem viabilidade real”.
A maior parte dos projetos se baseia no empreendedorismo de suas ideias. Por conta disso, há a necessidade de se orientar a partir de trabalhos já existentes, o que resultou em uma parceria com vários setores da POLI-USP. Assim, esse ano, a pesquisa foi muito mais abrangente, visando aprimorar projetos realizados em várias partes do mundo.
Como resultado, “até os professores aprenderam muito”, ela conta, ressaltando a complexidade e o aspecto interdisciplinar da feira. Os alunos atuam não só como pesquisadores, mas também como empreendedores.
O projeto orientado por ela, por exemplo, envolve um estudo sobre a mobilidade na cidade de São Paulo, seu histórico, e sobre a rentabilidade e as consequências do “CUBO”, uma bicicleta que se dobra em uma pequena caixa. Outro exemplo é o da “Aquaponia”, modelo agro-econômico inovador de biofiltração orgânica e autossustentável, que é realizado tanto em grandes fazendas nos EUA quanto por um brasileiro, que o instalou em sua própria casa e o utiliza como forma de subsistência.
“Os alunos começam achando que vai ser só um texto [o projeto], aí eles se surpreendem, quando percebem a complexidade por trás dele.” conta Elisabeth. Essa surpresa agradável também é sentida pelos visitantes da feira.