Do Band a Harvard: Uma conversa especial

Publicado em 21/08/19

Bem vindos de volta ao Blog do Band a Harvard!

Essa semana vocês vão descobrir um dos segredos que faz de Harvard um lugar tão importante.

Tive a oportunidade de estar nos últimos anos em ambientes que estimulam ao máximo o potencial humano. Desde o Band, passando pela Faculdade de Medicina da USP e agora em Harvard, percebi que todos eles têm algo em comum que eu julgo ser a força motriz do conhecimento: as pessoas. É claro que uma estrutura adequada, com tecnologia, equipamentos e tudo mais ajuda muito, porém o mais importante são as pessoas a sua volta.

No andar do meu laboratório temos uma sala onde alunos, pesquisadores e professores almoçam todos juntos e acabam discutindo os mais diversos assuntos. Outro dia, estavam conversando sobre o que fazer quando não conseguir resolver algum problema. Um dos pesquisadores começou a contar a técnica de seu colega de dormitório em Harvard. Quando ele não conseguia achar a solução para um problema, simplesmente saia para passear em um bosque e tentava não pensar em nada. Esse colega de quarto não era ninguém menos do que James Watson. E foi exatamente em um desses passeios que surgiu a ideia de dupla hélice de DNA.

É incrível você estar almoçando e rodeado de pessoas com histórias fantásticas. É um ambiente extremamente inspirador. Já vi diversas vezes pesquisadores de temas muito diferentes se ajudando nessas conversas do dia a dia.

Mas não é esse o tema principal do texto de hoje. No começo do ano, meu orientador me deu um livro sobre medicina que eu achei sensacional: “The lost art of healing”, Bernard Lown. Além de uma visão única do cuidado com o paciente na medicina, fiquei extremamente impressionado com o autor do livro. Em poucas páginas já era possível perceber que ele é uma pessoa diferenciada.

Para a minha alegria, semana passada fui surpreendido com a notícia que meu orientador tinha marcado um café com ele. Sim, só eu e ele.

Cardiologista Dr. Lown, ganhador do prêmio nobel da paz

Dr Lown não é incrível só pelo seu currículo de inventar o desfibrilador e ganhar um nobel ao impedir uma guerra nuclear.  Ele é um exemplo da potencialidade humana. E mesmo assim mantém sua humildade e aceita conversar com um mero estudante por horas. Cada história… cada conselho… uma conversa muito especial.  Saio da casa dele com uma nova visão da vida e com uma vontade de se esforçar ao máximo em tudo, seguindo seu exemplo de que nada é impossível.

Aproveitem as pessoas a sua volta. Sejam responsáveis por criar esse ambiente enriquecedor!

Até a próxima.

Leonardo Pipek

Os alunos formados no Band em 2014, Giovanna Pedreira e Leonardo Pipek, estão tendo uma oportunidade única! Em um programa de intercâmbio da Faculdade de Medicina da USP e da Harvard University, os dois passarão um ano estudando em Boston. Confira o Blog dos estudantes que será atualizado toda semana!

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