Vida alugada

Publicado em 16/10/13

O tempo passa

o mundo não para.

Vejo-o com os olhos que não são meus

sinto-o com o corpo que não é meu

reflito sobre ele com o cérebro que não é meu.

Nada tenho neste mundo.

Só meu medo,

minhas angústias,

as memórias que guardei.

Nem isso a mim pertence.

 

Para que sirvo, então?

Alugo por uma vida

a existência física que tenho.

Com o que pago o aluguel?

Atividades úteis? Altruísmo?

Prazer momentâneo?

Moeda sem valor?

 

Nada pagará.

Nada sobrará.

Até a história me apagará.

 

Stephanie Kestelman, ex-aluna da turma de 2011

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