Tropicália: a geléia geral entre local e o global

Publicado em 10/11/17

O que Vicente Celestino e os Beatles têm em comum? Foi abrindo as portas do Brasil para a música estrangeira, e procurando absorver de forma antropofágica as culturas brasileira e internacional, que o movimento tropicalista lançou seu disco-manifesto “Tropicália ou Panis et Circenses” há 50 anos. O cenário político brasileiro era a ditadura militar; mas as percepções sociais sobre a arte viviam uma polarização como hoje.

Não à toa, vinte anos após a primeira publicação, Caetano Veloso decidi relançar às prateleiras o livro “Verdade Tropical”, que conta sobre o período num olhar minucioso. O debate da censura voltou à tona em pleno 2017, em um cenário rodeado pela instabilidade da discussão sobre o nu, o sexo e arte, a quase extinção do Minc, a recomendação da prefeitura de evitar manifestações políticas em shows da Virada Cultural paulistana, o impedimento de um show de Veloso no acampamento do MTST.

O primeiro contato dxs alunxs do segundo ano com manifestos foi através da canção Panis et Circense, do período da Tropicália protagonizado por Caetano Veloso, Gilberto Gil, Tom Zé, Rita Lee, Glauber Rocha, Rogério Duprat e Torquato Neto. Além da leitura do Manifesto Tropicalista publicado no jornal pernambucano “Jornal do Comércio”.

O movimento Tropicalista teve seu estopim na música, mas logo se alastrou pelo teatro, cinema e artes plásticas – um ciclo que influenciava e era influenciado por outros artistas como José Celso Martinez Corrêa, cineastas do Cinema Novo e Hélio Oiticica.

 

Assista ao vídeo de divulgação do lançamento de “Verdade Tropical” após 20 anos:

Confira também a semana de filmes do movimento Tropicalista promovida pela Tate Modern, em Londres, aqui.

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