Tradução simultânea

Publicado em 31/03/16

Me conheceu e me disse rélou
E sua roupa exalava ô-di-parfã
E íamos aos bistrôs
E comíamos fuá-grá
E balançávamos ao som dos bítols e dos stones
Nos nait-clãbs e virávamos
martinis e blãdi-méris nos répi-áuers
E ríamos um riso frouxo com as  piadas rasas dos talk shows e
íamos aos blues às sextas-feiras e
íamos às exposições de art-nuvô e fingíamos sorrir
maravilhados

Mas arte pra mim é tarsila e portinari
e só bebo caipirinha e breja
e não há nada como dançar eme-pê-bê
nas baladas da cidade
e me disse: bái-bái?
eu lhe disse: adeus!

E se a língua do amor é universal,
prefiro algum que também fale português

Mário Neto, ex-aluno, 2015

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