Texto-Modelo da aula 6 (Proposta da Fgv-Adm 2019) – Enzo Pastore

Publicado em 13/06/19

Amanhã será a prova de ELin2. Para inspirar a todos vocês, publicamos o texto escrito pelo colega Enzo Pastore, da turma 3D, em nossa aula sobre a Fgv-Adm.

Vejam que ótimo uso o Enzo fez de seu repertório cultural. Em especial, vale ler com atenção às Alusões Históricas presentes na introdução e à referência a Memórias póstumas de Brás Cubas, no desenvolvimento.

Boa leitura! Boas provas!

 

Inércia social inexistente

          Nos séculos XVI e XVII, colonizadores portugueses devastaram a reserva brasileira de Pau-Brasil e submeteram indígenas nativos e negros escravizados às suas vontades inconsequentemente. Posteriormente, nos séculos XVIII e XIX, as revoluções industriais fizeram do capital o bem maior de uma sociedade cujos operários trabalhavam em condições insalubres e exaustivas. Concomitantemente, tiranos do Antigo Regime, como o Czar Nicolau ll na Rússia, privaram seus cidadãos de liberdade e suprimiram os individualismos destes. Embora esse passado lamentável da humanidade não possa ser revertido, a História nos aperfeiçoa de modo que o mundo atual de cada época sempre é o melhor possível.

Esse progresso da sociedade vigente para com suas antecessoras é, de forma exemplar, retratado em Memórias Póstumas de Brás Cubas. A obra de Machado de Assis, por meio de seu protagonista, divulga ideais, como a “Teoria das Edições Humanas” e “Erratas pensantes”, que demonstram racionalmente e de maneira realista- conforme prega o Realismo- como os seres e suas relações entre si estão em constante aperfeiçoamento. Assim, o enredo deixa implícito que a correção dos erros de seu pai por Brás Cubas representa uma metonímia para toda a humanidade.

Ademais, atualmente, a evolução da sociedade em relação a seu passado conturbado é evidente. Diferentemente de outras épocas, nos dias atuais, leis trabalhistas, criadas no Brasil por Getúlio Vargas, garantem os direitos dos trabalhadores. Além disso, a preocupação com a natureza gera pactos ambientais, como o Acordo de Paris, e o desejo de liberdade produz movimentos de protesto, como a Primavera Árabe, que só seriam possíveis com o advento da tecnologia e das redes sociais que facilitam a mobilização populacional.

Em suma, pode-se afirmar de maneira convicta que vivemos no melhor dos mundos possíveis. Logo, somos produtos e agentes, simultaneamente, de acontecimentos sociais e suas correções, o que representa um aperfeiçoamento perene da sociedade e a inexistência de uma inércia problemática.

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