Texto-Modelo da aula 5 (Cotas raciais nas universidades brasileiras) – Francesco Consonni

Publicado em 03/06/19

Abaixo, vocês poderão ler um ótimo texto, escrito em nossa aula 5. O colega Francesco Scodiero Consonni, da turma 3C, escreveu um texto usando variadas técnicas de argumentação (citação, dados estatísticos, demonstração de raciocínio) e especialmente apresentou uma dissertação muito bem estruturada.

Parabéns, Francesco!

E boa leitura a todos!

Cotas raciais no Brasil

Apesar de a população branca representar menos da metade dos brasileiros, a maior parte do dinheiro do país está concentrada nesse grupo. Isso é resultado da má administração do Estado após o fim da escravidão, que não ofereceu nenhum mecanismo de inclusão social aos negros e índios. Consequentemente, as cotas raciais tornam-se necessárias nas universidades brasileiras para reparar os erros cometidos há mais de um século.

Em média, os brancos ganham, pelo menos 1,2 mil a mais que os negros, segundo o G1. Fica evidente, portanto, que mesmo após 131 anos da Lei Áurea, a diferença entre as condições econômicas persiste. Ademais, os negros e indígenas representam menos de 25% dos deputados, conforme o site oficial da Câmara. Ou seja, mesmo sendo a maioria da população, sua representatividade no Congresso é mínima, impossibilitando-os de decidir a respeito de seus futuros e, também, de reverter as desigualdades sociais e econômicas.

Diante disso, e de acordo com o princípio de equidade de John Rawls, é fundamental tratar os menos favorecidos diferentemente. Como nunca houve um esforço para incluir os ex-escravos e índios no sistema de ensino básico, as oportunidades que eles possuem atualmente são inferiores às dos brancos, que ocupam majoritariamente as melhores escolas do país. A fim de igualar as oportunidades, o tratamento desses grupos necessita ser desigual para alcançar uma sociedade justa e equitativa. E isso só ocorre por meio de ações afirmativas, como cotas raciais em universidades, possibilitando que as parcelas menos favorecidas consigam realizar um curso de educação superior e competir com os brancos no mercado de trabalho.

Portanto, a herança escravocrata de nossa sociedade contribui com a persistência das desigualdades sociais no país. Isso torna necessários os mecanismos de inclusão social atuais que, embora um século atrasados, são essenciais para as parcelas da população desfavorecidas.

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