Tentativa de homicídio da literatura passiva

Publicado em 02/10/13

Algumas semanas atrás, enquanto prosseguia minha leitura de “Doutor Fausto”, um grande clássico da literatura mundial; cessei por alguns instantes o processo prazeroso. Ocorreu-me o que imagino que acontece com todos aqueles que não apreciam a leitura: “De que me serve isso?”. Evidente, é um bom livro, talvez um dia seja obrigado a ler (no caso reler) a obra, porém, por um breve momento, não sabia mais o propósito daquilo. Horas e horas lendo, dinheiro gasto em livros, noites de sono perdidas num além-cognitivo-intelectual; e do que me adiantou? Melhor, do que me ADIANTA? Pode ser que não haja nenhum benefício… Podem até mesmo existir males ocultos nesses atos inocentes. Depois dessa breve reflexão olhei para o livro, com um sorriso quase que irônico, percebi de pronto o que Adrian (personagem central da obra) estava prestes a fazer. Como qualquer vício, saudável ou suicida, este vício é descontrolado e não deve abandonar o “usuário” do “produto” tão facilmente. 

João Paz Takeuchi, 1A4

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