Reflexão sobre a própria essência

Publicado em 10/11/17

Sou…quem?

Um nome

Que também pertence a outras pessoas?

Algo que nem tive a oportunidade de escolher?

Que já me carrega de sentido antes de nascer?

 

Não, não pode ser

 

E se eu for DNA?

A genética não me diz quem sou e quem vou ser?

Parcialmente…cabe a mim escolher o que fazer com supostas predileções.

É isso! Sou minhas escolhas!

‘Minhas’ escolhas?

 

Se JÁ fiz a inscrição para a Fuvest?

Se vou fazer Direito/ Medicina/ Engenharia?

Se estou namorando (algum menino né! Pelo amor de Deus nosso senhor)?

 

Minhas escolhas são mesmo minhas?

E então Sartre? Estou eu condenada à liberdade?

Ou não seria melhor dizer sociedade?

Sociedade datada de que sou mero produto reprodutor…

Nada sou eu além número

Determinado pelas relações materiais do grupo social em que nasci

Um pedaço de carbono que, se der sorte, logo perderá a consciência.

É, nada sou

Nem mesmo existo

Já não mais penso….

Afinal, pensa quem pode

E aceita quem quer, ou melhor, não quer…sofrer

Mais uma nota da 3H1

Verônica Dufrayer, 3H1

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