Texto-modelo Aula 1 – Pedro Capella

Publicado em 12/03/19

Trazemos mais um texto-modelo da aula 1, sobre o uso de cobaias animais em experimentos científicos. Dessa vez, temos o texto do Pedro Capella, da 3A. O Pedro defende a substituição do uso de cobaias por outras técnicas mais modernas, mas considerando o quanto tal uso foi fundamental para os avanços conquistados. Reparem no equilíbrio entre as partes e na ótima progressão desse texto, capaz de proporcionar uma leitura fluente e elucidativa. Parabéns, Pedro! Boa leitura a todos!

Experimentação científica em animais: uma prática não mais necessária

por Pedro Capella, 3A

            A pesquisa científica em animais é uma prática que persiste em nossa sociedade já há muitos anos. Ainda que, de fato, tal prática tenha sido imprescindível no passado, agora, felizmente, ela não se faz mais necessária.

No passado, principalmente durante a Idade Moderna, quando se reiniciou o desenvolvimento das ciências, a experimentação em animais se resumia a uma questão de sobrevivência: assim como não era possível obter conhecimento acerca do funcionamento do corpo humano sem a dissecção de outros mamíferos, animais fisiologicamente muito similares a nós, também não era possível conhecer a eficiência de fármacos desenvolvidos sem se verificar suas reações nos mamíferos, prevendo, dessa maneira, sua funcionalidade nos humanos. Assim, ainda que os animais fossem submetidos a intensos sofrimentos, até pelo fato de nessa época o senso de ética e consciência moral que temos hoje não existir, deve-se reconhecer que não se faziam tais experimentos por mero prazer sádico, psicopata, mas pelo fato de eles terem sido necessários, por uma questão natural, de sobrevivência, orgânica.

Entretanto, não vivemos mais no passado, mas no século XXI, período no qual nós já evoluímos bastante, e podemos deixar nosso comportamento natural, em que a brutalidade para com os animais foi necessária à sobrevivência, e adotar uma postura mais humana. Com o passar do tempo e avanço da pesquisa científica, inclusive com a de experimentação em animais, tornou-se possível desenvolver métodos, tais quais o uso de células-tronco –  para se criar tecidos e órgãos humanos artificiais com os quais se pode testar fármacos – e de “softwares” – que simulem a reação do corpo humano a determinado fármaco. Dessa forma, faz-se quase nula a necessidade de experimentação em animais, simultaneamente privando-os de sofrimento e garantindo nossa sobrevivência, porém de forma mais humana, ética e empática.

Em conclusão, ressalta-se a importância de não menosprezar os esforços de nossos antepassados ao testarem animais, uma questão de sobrevivência, contudo, reconhecendo que, atualmente, tal prática não se faz mais necessária. Felizmente, ao longo desse tempo, deixamos para trás, graças à pesquisa científica, a necessidade da brutalidade para com os animais e adotamos uma postura mais ética e humana.

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