Ponteiros

Publicado em 22/05/13

Ponteiros tic-tacam indiferentes

Fazendo voar a vida, cujo tempo

Não é só fluxo ou passagem

Mas a própria vida.

Passam rasgando por sonhos e desejos e encantos

Incontestavelmente arrasados

Pelas intempéries,

Pelas estacas de olhares maldosos,

Por um ou outro arrependimento

Puro e inconfessável.

Mas ponteiros recuperam também o sorriso fácil,

A reminiscência tão menos dolorosa

Do que a angústia do futuro e

A pressa do tempo presente.

Resgatam as histórias inglórias,

As derrotas e vitórias,

Muito mais agradáveis

E frescas

Quando aterradas sob os consolos

De um par de décadas bondosas.

Afinal certas coisas passam e voltam

O pulso pulsa,

O passo descompassa,

E o coração não bate

Sem antes vacilar.

Bruno Koba, 3E1

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