Ventura minha, Natália Rocha, 3E

Publicado em 24/08/18

 

Tinta traiçoeira,

por que me esqueceste?

A ti contei os segredos mais secretos

que em meu âmago repousavam

Onde eles residem agora?

Tu eras meu lar

Meu aconchego

Minha ternura

Companheira da hora inexistente

Te procurei por todas as partes

desse volúvel mosaico

que sou.

Os sentimentos me trapaceiam

E se refugiam dentro de mim

Onde estás tu, guardiã do enigma,

Para arrancá-los de mim

E derramar minhas entranhas sobre

o papel?

Teu corpo esguio encaixava-se

Perfeitamente no meu

E não há quem preencha

o buraco que deixaste

Deitei-me com outros

Toquei outras carnes

Revelei-me a outros olhos

Embrenhei-me em outros braços

Porém, és minha irrevogável sina:

Penso que me moldei antes de nascer

sem saber que era

para ti.

13/04/2018

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