Tato – Lorenzo Villacorta e Thomas Schiller

Publicado em 11/06/19

Tato, simples porém complexo
De intensos sentimentos um visível reflexo
Do querido, do amado,
Do feliz, do desesperado,
O primeiro toque,
Ou só um distinto dos demais

O tato une um filho e um pai
Em uma primeira sensação
O pai compartilha segurança
O filho compartilha inocência
E juntos podem melhor apreciar
Um mesmo momento
Com o mesmo brilhar

Dois corpos que se unem por um instante
O descobrimento de um amor
Das primeiras vezes a mais instigante
Como um apertar, um reter, um segurar, pode libertar?
O que seria o ser livre
Livrar se das dúvidas?
Livrar se da incompreensão?
Ou só livrar aquela paixão ardente?
Momentos como estes somente ocorrem,
Sem aviso, sem razão

Nos em nossa sabedoria pouco polida
Sem muitos anos ou experiências de vida
Valorizamos esse pequeno gesto
De inocente e profunda humanidade

Poema feito para um vídeo do Universo Zoom, atividade complementar em que alunos do ensino fundamental realizam produções audiovisuais. 

 

Imagem de Michal Jarmoluk por Pixabay 

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