O grito

Publicado em 21/05/14

Era uma tarde comum para Allan Fricman e sua esposa Elizabeth, um dia não muito quente nem muito frio, com uma leve brisa soprando pelas árvores quintal do belo casarão vitoriano na periferia de Oxford. Era.

O casal chegou a casa após mais um longo dia de trabalho nas universidades da cidade. Mas era um dia de festa, festa de quinze anos de casamento do casal. Com um jantar especial e um belo vinho Frances, eles festejaram.

Após o jantar, enquanto Allan terminava de guardar a louça, Elizabeth se recolheu para o quarto.

Um grito.

– Elizabeth, está tudo bem? – Perguntou Allan.

Ele foi subindo as escadas que davam para o segundo andar.

– Elizabeth?

Um sopro gelado.

Quando chegou ao topo da escadaria, viu um vulto caído no chão. Era Elizabeth, branca como um fantasma, o rosto petrificado numa careta de pavor, os olhos arregalados e um grito preso a garganta.

Mais um sopro gelado.

Ele olhou para cima e…

Escuridão.

Gabriela Kazumi Ono Leal (8C )

 

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