Marcas podem defender causas?

Publicado em 17/11/17

O gênero manifesto tem como princípio defender uma ideia e convencer o seu leitor de que isso é relevante. A propaganda, por sua vez, também objetiva ser persuasiva, ao convencer a população de consumir algum produto.

Agora, imaginem se as propagandas passassem a ter como conteúdo um manifesto?

Foi exatamente o que as empresas começaram a fazer com mais intensidade há cerca de cinco anos, quando perceberam que os consumidores estão mais exigentes na postura social dos produtores de bens. Dessa maneira, somaram vídeos-manifestos à sua publicidade para divulgar a posição da empresa em determinados assuntos e, assim, atrair mais consumidores que apoiassem essa “causa” em comum.

No quarto bimestre os alunos dos segundos anos devem adaptar seus manifestos em termos de linguagem para alguma rede social. As empresas têm abraçado causas nas redes sociais como forma de agregar valor a sua marca, e, assim, produzem e divulgam manifestos sobre ela.

Algumas marcas têm sido taxadas de oportunistas por apenas comunicar o apoio a uma causa e de fato não fazê-lo. Há um grande questionamento na área de comunicação sobre a coerência entre atitude e posicionamento de algumas empresas.

Dentro do conceito de responsabilidade social privada, um apoio a uma causa deve começar pela própria cadeia produtiva de um produto ou serviço: como exemplo, o não uso de mão de obra infantil ou análoga à escravidão por uma marca que se propõe a combater essas modalidades de trabalho. Quanto a questão é ambiental, o campo é ainda mais farto de boas intenções.

Polêmicas à parte, confira alguma dessas ideias:

Vídeo-manifesto pela Sororidade das marcas da Editora Abril:

Vídeo-manifesto pelas diversas maneiras de ser homem da Natura:

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