Luzes

Publicado em 08/05/13

O que são sonhos?
Ideais, talvez. Ou idealizações.
Às vezes, um mero impulso que nos guia, nos vicia, e passa a controlar as nossas ações, de modo que estejamos sempre com os olhos a fitar um objetivo fixo. Pode não ser saudável, ao mesmo tempo em que pode ser essencial.
É fácil perceber que não há progresso sem idealização. Não há paixão sem otimismo. A vida de cada ser humano que já habitou a Terra poderia ser condensada em uma vontade maior do que a vida própria, uma ilusão tão bela quanto a natureza que nasceu conosco.
O que é o homem senão sonhos?

Frequentemente, é mais difícil saber o que se quer do que o que não se quer. É muito fácil encontrar desgosto nas provocações do acaso, ou definir seus valores por comparações com a vida alheia. O que poucos dominam, no entanto, é cultivar um brilho nos olhos responsável por fazer toda a existência valer a pena. Esse brilho não é visto em qualquer lugar, muito menos em qualquer pessoa. Ele separa os grandes dos que não querem ser. Porque querer ser grande já é sê-lo.
Eu diria que falta mais luz no olhar das pessoas, mais punho fechado, mais coração batendo por uma causa. Mesmo que não haja causa, coração batendo já torna qualquer um menos nevoento.

As experiências, os princípios, os hábitos e as pessoas que você conhece – tudo isso poderia servir de molde para um punhado de sonhos. Porém, acabam sendo moldes pouco aproveitados, desprezados no prazer fosforescente que a vida corrida traz.
Não digo, porém, que a vida de uma pessoa sem sonhos possui menos valor do que a de uma sem eles; assim como digo que um sonho nunca vale mais do que o outro. Cada um é responsável pela vida que leva e quer levar. O futuro não pertence a Deus ou ao destino. O futuro pertence a um sonho.

Esse é um pensamento vinculado a muita conquista pessoal. Aquele angústia de viver por nada, o tédio pálido que me cumprimentava toda manhã; nada disso me incomoda mais. Substituí meus pensamentos negativos, mesmo que tenham sido amigos de longa data, por companhias melhores, que parecem me empurrar para cima, ao invés de me arrastarem para baixo. De fato, não se vive sozinho. As amizades que você faz na vida, não só no plano material, acabam por determinar se você continua ou não nessa luta.

Como eu amo escrever. Descubro e me descubro, penso, e paro de pensar. Sonho e não paro de sonhar.

Bruno Sato, 3E1

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