Encoberto

Publicado em 13/11/13

O corpo

De pé e fraco

equilibrava malabares

Na ponta dos dedos

Sorria com riso vermelho

Assim como seus olhos também sorriam

Seu show era para robôs

Aqueles em máquinas

Que corriam na estrada

E que acompanhavam o relógio

Decorridos dois minutos

O farol abriu

O cenho do palhaço franziu-se

Palhaço?

oh sim, em pintura e nada mais

o rosto era triste em essência

e de nascença

angústia de fome

de frio

de alma

Aplausos não se ouviram

Apenas motores que rugiram

E a chuva que seguiu

Desmanchava os falsos lábios esticados

 

Stephani Caroline, 3E2

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