Dylan e café

Publicado em 09/09/13

Ah, o mundo em “mute”!

Silenciam-se o espaço

E os passos

Todos cheiram

A brisa gorda de um copo

  De gordo café!

 

O ar regado a Keats

De um romantismo

Seco sensual soturno

O trôpego ergue o copo

Viva o café!

 

E volta a andar em versilibrismo

Rindo as graças de uma rima

Embebedado em poesia de bar

É forte o fim-de-tarde

          Dane-se a métrica!

 

Escurece na Terra

Nos bares e nas serenatas

Vêm as estrelas despejar

Dois dedos de Byron

Com cafeína

E rarefeito oxigênio

 

O céu é breu e brilho

E tragédia de Shakespeare…

 

Cessam os passos

Ruas vazias

Talvez uma dezena

De garotas

Na rua

De rua

                                         Bem-aventurados os que têm café!

Erram os bêbados

As vozes mutadas

E olhos a cantar

                                          “The answer is blowin’ in the wind…”

 

Bruno Koba, 3E1 

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