Declaração de uma planta

Publicado em 06/12/13

Introdução

Para encerrar o curso do Laboratório de Biologia do ano letivo de 2013, os alunos do 2º ano turmas Bio/Exa realizaram um trabalho em grupo envolvendo os temas trabalhados ao longo do ano relacionados à Botânica.

A proposta foi dividida em um texto científico e uma apresentação em sala de aula a partir da escolha de um dos temas propostos: plantas e homem; plantas e animais; plantas e cores e plantas e mudanças climáticas globais.

O principal objetivo da apresentação em sala de aula foi a abordagem do tema escolhido de forma criativa, evitando o formato de uma apresentação científica ou de uma aula. Como sugestões a equipe de professores propôs a exposição de fotos, apresentação de vídeo, entrevista ou documentário sobre o tema escolhido, encenação dramática, recitação de poesia entre outros.

Os alunos mostraram-se motivados com a proposta o que resultou em apresentações muito satisfatórias. Um dos grupos da turma 2E2 composto pelos alunos Raphael Baladi, Stephanie Hsia e Yugo Oyama apresentou a recitação de um lindo poema de autoria do aluno Raphael Baladi, no contexto do tema plantas e alterações climáticas.

 

Declaração de uma Planta 

Imponente poente,

Ao mar tangente

Vejo-o descendente, levando consigo

A minha felicidade prepotente.

Mas o que é aquilo que vejo ao oriente e ocidente

Seriam nuvens pretas a rodeá-lo incisivamente?

Seriam elas as causas da retirada do meu poente?

 

Quem dera fossem nuvens.

Não podiam ser nuvens, pois nuvens não matam poentes.

Apenas os dão mais vida.

Então o que era aquilo que me cegava?

Penumbras de um fim próximo? Ou apenas minha ignorante imaginação?

Não. Não a minha, porém a da humanidade.

 

Humanidade que de humano não tinha nada

Que matava com facilidade por nada com a desculpa de necessidade.

Que a natureza não tenha piedade com aqueles que tiveram a sagacidade

De destruí-la pela sociedade.

Mas antes fortalecesse, ou acaba-te e leva consigo a minha e de outros essa ingenuidade.

 

Tem razão, já fez de tudo que estava ao seu alcance.

Maldito século XVIII, que fez de tudo para tirar nossas tão importantes chances.

Mas espere, assim como a fênix surge das cinzas.

Vejo pessoas que não são pessoas

Mas anjos, que mesmo sendo a minoria,

Se destacam destes ignorantes e voltam a razão:

São eles desde os que plantam uma simples flor até os que conciliam a necessidade com o ambiente

Aquele que com sua grandiosidade foi tão ignorante quanto nós.

Que antes deixasse as pessoas morrerem a mostrar-lhes os seus recursos e suicidar-se.

Tal grandiosidade, como sua fauna e flora, como pode ser tão burro?

Que a humanidade o tenha agora e sempre!

Raphael Baladi (2E2)

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