Debate

Publicado em 23/09/13

Aos seis ou sete anos, conheci a minha primeira amiga menina. Chamava-se Solução.

Solução era linda. Tez alva e traços delicados, porém muito claros, definidos.  Foi o que se chamaria de “a primeira namoradinha”. Aquela que os parentes perguntam.

Aos quatorze veio o primeiro sinal de uma iminente separação: o primeiro contato com Argumentação, amiga de escola, foi deslumbrante.  Aos poucos a simplicidade de Solução parecia insignificante e insossa diante do glamour de Argumentação.

O desgaste foi inevitável. E com ele, o rompimento.

Foi uma troca que deixava uma ponta amarga no fundo da alma, mas que parecia ter sido necessária e que me levaria para o caminho certo.

O que caminhava agora para ser uma duradoura história de amor acabou por fim tornando-se um pesadelo. Ao entrar para o grupo de Argumentação, conheci Raiva, Orgulho e Ressentimento. Trio que tornou-se inseparável de Argumentação. Caí na armadilha. Nos meses finais de nosso relacionamento, sempre sentia que o trio me deixava atordoado, como se estivesse no meio de uma troca de tiros. Sentia que sugavam todo meu fôlego. Como se retirassem o ar de meus pulmões por uma seringa. A culpa talvez nem fosse de Argumentação… mas será que eu aguentaria mais tempo?

Sem escolha, uma nova separação. Mas agora caminho sozinho.

Ah… que saudade da Solução!

André Federighi, 3H2

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