Chuva

Publicado em 20/11/13

“Ela sempre foi tão forte e decidida, com suas opiniões formadas sobre tudo. Com aquela felicidade irradiante que deixava todos a sua volta alegres. E agora ela estava assim, cabisbaixa, sem pronunciar uma palavra. Nem parecia que estava ali. E foi assim durante todo o caminho até sua casa. Às vezes eu olhava para o lado, imaginado se ela poderia ao menos abrir um sorriso ou olhar em minha direção. Mas nada. Parecia que nem via o mundo a sua volta, seguia o caminho olhando para o chão. Olhei para o céu, o dia também não estava muito bonito… Nublado, escuro… O mundo estava cinza. Assim como ela. Então de repente uma pequena gota gelada caiu sobre minha cabeça. Olhei para cima e uma gigante nuvem preta pairava sobre nós. Ao poucos as gotas se multiplicavam e tornavam-se mais fortes. As pessoas na rua corriam para se abrigar nas lojas e bares da região, enquanto nós continuávamos a caminhar. Quando a chuva ficou forte o suficiente minha amiga parou de andar. Olhou para cima, observando cada gota cair em sua direção. Abriu os braços, como se entregue a chuva, entregue aquele momento. Deixou sua bolsa cair no chão e com um suspiro profundo sorriu. Um sorriso verdadeiro, quase como de alívio. Um sorriso reconfortante, aquele pelo qual aguardei durante semanas. Fiquei ali a observando, vendo como ela regia a cada gota fria que caía sobre seu corpo. Foi naquele dia, durante a chuva, que eu percebi que estava apaixonado pela minha melhor amiga.”

 

Larissa Paixão, 2H1 

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