Publicado em 26/03/14

São Paulo, 5 de março.

A quem quer que leia,
Primeiramente, oi. Eu nunca sei como começar uma carta. Por mais que eu não queira que isso se pareça com uma carta. Enfim, eu não tenho ideia do motivo dessa carta, é sério. Só preciso tirar umas coisas da cabeça. Eu não posso ser o único a pensar assim, não mesmo.
Eu não posso ser o único que não consegue esquecer. Eu não posso ser o único que ainda chora por isso. Eu não posso ser o único que não suporta ver ele com outro. Eu não posso ser o único a ficar louco de ciúmes por cada um que ele pega, sendo que eu mesmo faço isso tanto.
Eu não posso ser o único que ainda não superou.
E realmente, eu espero que você não seja mais um daqueles, mais um que nem ele, daqueles que saem, bebem, transam com qualquer um que vêem pela frente, e depois dizem que passaram por uma época difícil. Mais um daqueles que disseram que te amavam, e no dia seguinte estavam na cama com outro. Mais um daqueles que agem exatamente como eu, e não tem coragem de assumir.
Isso é um desabafo? Que seja. Eu não tenho mais pra quem contar isso; que seja para o mundo.
É, acho que já deu.
Não esqueça de me responder!
Billy
Billy (pseudônimo – 2H2)
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