Publicado em 07/10/13

Invencíveis lembranças esparramadas pelos colchões jogados no chão da sala, do quarto, da cozinha(?). Onde fingem dormir mentes próximas cujos laços foram dilacerados, cujo sangue mancha o carpete, invisível, indiscutível. Trocando palavras insensíveis, que constituem um diálogo superficial que logo definha. Uma reles sombra dos discursos sem sentido, alimentados freneticamente por ideias sem nexo, deliciosa e aleatoriamente sinceras, durante momentos nos quais todos os segredos eram instigados a escaparem dos seus lábios e serem contemplados, discutidos, acolhidos pelos segundos intermináveis, isolados do mundo, que compõem a madrugada. Não teria havido maneira mais eficiente de fazer com que permanecessem escondidos, arrastando-se na escuridão das suas almas. Inevitável, contudo, ponderar se estavam todos os laços sentenciados a se quebrarem ou até mesmo se tais laços sequer existiram. Poderia ser que tudo o que eles sempre foram foi, na realidade, um teatro bem elaborado, o qual servia o simples e egoísta propósito de manter seus atores entretidos? Inevitável, e por essa exata razão, de cortar o coração é encontrá-las tão distantes depois de passarem anos tão perto de estarem tão próximas.

Luísa Helena, 2H2 

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