Entrevista com Camila de Oliveira, técnica de handebol

Publicado em 19/08/12

Por Maria Luíza Carvalho
Nessa quinta-feira (16/08), o infantil femino de handebol estreou contra o Colégio Móbile e venceu. Foi um jogo fácil e, ainda que o primeiro tempo tenha acabado com uma diferença pequena, as meninas do Band voltaram cheias de gás para o segundo tempo e aumentaram a diferença até ficarem 11 gols na frente.
Conversamos com a técnica da equipe, Camila de Oliveira, que comentou sobre o jogo e o desempenho de suas atletas, além de nos informar sobre os treinamentos e o esporte no Band e no Brasil.
Quais eram as suas expectativas pro jogo?           ,
As expectativas para o jogo eram muito boas. Já havíamos jogado com a equipe do Móbile e por esta razão, conhecíamos a equipe, o que ajudou na preparação.
O que você achou de desempenho das meninas do infantil ontem?
As meninas no infantil tiveram uma estréia excelente. Sou exigente sim, e acho que durante a partida elas não poderiam ter tomado tantos gols e poderiam ter mantido a calma em determinadas situações, pois na hora da decisão isso faz falta. Faltou um pouco de foco.
Foi a estreia, e sabemos que isso sempre pesa na hora do jogo, mas as meninas conseguiram lidar bem com essa questão emocional, com você as prepara emocionalmente antes de um jogo?
Sim, elas estavam bem confiantes o que facilitou muito a ação durante o jogo. A preparação com as atletas é sempre bem tranquila. Procuro pontuar algumas situações de jogo, ações que elas podem fazer tanto no ataque quanto na defesa. Uma coisa que já fiz muito como preparação para grupos é utilizar a Filosofia do Sucesso. Um texto de Napoleon Hill que fala sobre acreditar em si e superar momentos de desafio. Isso eu leio para elas e peço para refletirem e utilizarem essa força no jogo. Tem dado muito certo e elas sentem-se seguras e confiantes. Essa é a idéia.
E para um vestibular, você acredita que esse preparo emocional poderia ser o mesmo?      
O esporte sempra ajuda. A famosa frase “mente sã, corpo são” comprova isso. Não é à toa que hoje centenas de empresas pagam valores altos a atletas e ex-atletas para fazem palestras motivacionais aos seus funcionários.
Desde que entramos na escola ouvimos sobre vestibular, e o esporte é sempre meio deixado de lado, como você acha que o esporte poderia contribuir no desenvolvimento global de um aluno?
 O esporte tem uma abordagem muito ampla, pois trabalha os aspectos afetivos, congnitivos e motores. A prática esportiva não se limita apenas ao movimento humano, envolve relações interpessoais, valores como respeito, cooperação, além de trabalhar competências que serão fundamentais para a experiência profissional futura, como liderança, trabalho sob pressão, hierarquia, etc.
Você acha que o incentivo ao esporte em São Paulo, ou mesmo no Brasil, poderia melhorar? Como? 
Sem dúvida alguma, o eixo do esporte do Brasil é clubístico, ou seja, a formação de rendimento é pelo clube, diferente dos USA onde o eixo é educacional. A diferença é visível, por exemplo, nos jogos olimpicos. Isso significa dizer que, nos EUA, desde os primeiros anos a criança é estimulada a praticar atividade esportiva e se tiver talento trilhará pelo esporte através do sistema educacional, ou seja, escola, high school e universidade. É óbvio que não dá para fazer isso no Brasil, mas a melhoria da política pública para o esporte seria fundamental para ter quantidade e a partir dai qualidade.
Mesmo no Band, a falta de quadras é um problema comum. Você acha que o Band cumpre o seu papel quando se trata da formação física/esportiva de seus alunos?
Com certeza, o Colégio Bandeirantes, é referência na Educação Física e em todo o seu programa de esporte. A equipe de professores é de primeira linha e a infraestrutura é muito boa. Os alunos podem estar seguros que de estão em contato com o que há de melhor.
 

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