A campanha para coleta de cartelas de medicamento feita por alunas do Band

Publicado em 14/08/19

As alunas da 3.a série do Ensino Médio, Sofia Eichenberger, Julia Suave, Lívia Gondo, Renata Faccioli e Esther Dal Fabbro, produziram um projeto em sala de aula e agora começam uma campanha de coleta no Band. O problema, que foi identificado por elas nas aulas de STEAM (Science, Technology, Engineering, Arts & Design and Math), se trata do descarte inadequado de cartelas de medicamentos, também conhecidas como blisters, que, ao contrário do que muitos pensam, deveria ser diferenciado do lixo comum. A campanha para a coleta das cartelas no Band ocorrerá dos dias 14 a 22 de agosto.


As idealizadoras do projeto contam que os medicamentos inevitavelmente entram em contato com os blisters, que carregarão tais substâncias químicas quando são descartadas. Ademais, a própria composição química da cartela é prejudicial ao meio ambiente. Os materiais mais comuns são o plástico e o alumínio laminado, garantindo a resistência do material que apresentam demorada decomposição e rara reciclagem.

Porém, existem pontos de coleta onde as cartelas podem ser descartadas, como em farmácias, supermercados ou postos de saúde que levam essas embalagens ao destino correto: a incineração. O problema é que poucas pessoas têm ciência tanto do problema quanto da solução.

Estima-se que, no Brasil, o volume de resíduos domiciliares de medicamentos seja algo entre 4,1 mil e 13,8 mil toneladas por ano. Restos de medicações sem o destino correto podem ocasionar, por exemplo, o uso inadvertido por outras pessoas resultando em reações adversas graves e intoxicações. De acordo com o Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox), os medicamentos ocupam o primeiro lugar entre os agentes causadores de intoxicações desde 1996.

“Nosso projeto visa conscientizar nossa comunidade sobre a importância do descarte correto desse tipo de resíduo. Por conta disso, realizaremos uma semana de coleta de cartelas de medicamentos no Colégio, disponibilizando containers para que os alunos depositem o material que, posteriormente, será encaminhado ao Programa Descarte Consciente.”, contou Sofia.

Tornou-se evidente para o grupo, após um questionário feito na Comunidade Band, que a maioria das pessoas não descartam corretamente seus medicamentos e não o fazem pela falta de informação acerca do assunto. Assim, uma medida efetiva seria, primeiramente, a conscientização da sociedade, que não recebe orientação sobre o assunto. Além disso, seria necessário criar mais pontos de coleta para os blisters e estabelecer como obrigatoriedade o descarte correto, por fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de um determinado produto que possa causar danos ao meio ambiente ou à saúde humana.

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