Físicos de partículas por um dia

Publicado em 14/04/11

Nos dias 17 e 18 de março, os alunos Andrei Saito Ramalho, Fernando de Azevedo Saab, Guilherme Junji Miyasawa, Henrique da Fonseca, João Pedro Pinheiro dos Anjos, Thiago Audi Casseb, Tarik Kassen Sirio Ghattas, Patrick Vencovsky Miranda e Stephanie Kestelman entraram em contato com a ciência de uma forma muito diferente e estimulante.

O MasterClass é um evento organizado pelo International Particle Physics Outreach Group (IPPOG) do qual participam 23 países, representados por cerca de 100 universidades e laboratórios. Os principais objetivos da atividade são fazer com que os alunos do Ensino Médio tenham contato com o que há de mais atual na área de pesquisa científica, produzam conhecimento junto a outros países e aprendam mais sobre a Física subatômica. “O mais interessante foi a oportunidade de desmistificar esse assunto, muita gente ainda acha que o LHC vai criar um buraco negro, o que não é verdade”, descreve Guilherme Miyasawa. “Nós começamos a estudar para o projeto e o interesse foi crescendo a cada pesquisa”, completa Patrick Miranda.
Os participantes não só tiveram contato com a teoria, como também participaram de atividades educativas e práticas muito próximas àquelas desenvolvidas na rotina dos grandes centros de pesquisa, analisaram dados do acelerador de partículas e participaram de uma vídeo conferência com um laboratório americano e institutos de pesquisa sediados em Amsterdã, Londres, Lyon e Tübingen. “Nós tivemos contato direto com os cientistas do CERN (Organização Européia de Pesquisa Nuclear) e até pudemos ver o tubo do LHC pelo vídeo, foi muito interessante”, contou Guilherme.
Os professores Alexandre Magno e Denise Curi avaliaram de maneira muito positiva a experiência do MasterClass, que desmistifica a atividade de pesquisa, ao dar oportunidade aos alunos de trabalharem não apenas em São Paulo, mas com outros estudantes de escolas na Alemanha, Holanda, França e Estados Unidos e enfrentarem os desafios e incertezas de um conhecimento que ainda está sendo construído. “Muitas vezes os próprios especialistas não têm resposta para as perguntas dos alunos”, salienta Denise. “Em oportunidades como essa, eles entendem que a ciência não é uma coisa pronta”, conclui Alexandre.

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