Uma visão inédita sobre os jovens

Publicado em 12/05/11

Depois de dois anos, cinqüenta livros lidos e muitas horas de estudo, a professora Fabiana Parra de Lazzari concluiu sua tese de mestrado. “Venho de uma família de mestres e doutores, aprendi com eles que você precisa estar convencido da relevância de seus estudos, para ter a dedicação e o comprometimento que esse tipo de trabalho demanda”, conta a professora. E foi dentro da sala de aula que Fabiana começou a perceber a importância de refletir sobre a relação da juventude com a publicidade, ao observar a forma com quem seus alunos analisam peças publicitárias nas aulas de Redação.

Essa primeira ideia foi trabalhada durante o mestrado até tornar-se “A voz e a vez do jovem: o imaginário de juventude na publicidade brasileira”, uma pesquisa que contempla o contexto sócio-histórico da década de 60 para localizar a emergência do jovem na sociedade, e parte da análise do discurso de propagandas para identificar a linguagem e a imagem construídas para essa juventude. Nas mais de 200 páginas de trabalho, é possível perceber de que forma movimentos como a Tropicália, a Jovem Guarda e a onda de festivais de canção popular ajudaram a construir tipos jovens que se manifestavam em novas marcas, produtos e formas de consumo.

A percepção da pluraridade é um ponto importante no trabalho de Fabiana De Lazzari e para isso a relação com os alunos também foi fundamental. “O profissional que lida com o jovem percebe que não existe ‘o jovem’, mas sim ‘os jovens’. Hoje em dia existe uma visão reducionista que tende a menosprezar a juventude, mas também é um reducionismo a idealização do jovem dos anos 60”, afirma. Não é por acaso que parte dos agradecimentos do trabalho é dedicada a “cada um de meus alunos e ex-alunos (…) porque me fizeram pensar sobre o tema deste estudo, tornando-se, assim, em um processo altamente dialético…professores”.

Fabiana Parra De Lazzari presenteou a biblioteca do Colégio Bandeirantes com uma cópia de seu trabalho. Os alunos e professores estão mais do que convidados a conhecer essa pesquisa, já que “todo autor escreve para ser lido”, como defende a própria professora.

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