King James

Publicado em 19/05/10

Agora que já foram definidas as finais de conferência da NBA, escrevo sobre alguém que dá o que falar (ou jogar) em quadra, mas não consegue colocar um anel de campeão da liga norteamericana.

Falo de LeBron James. O rei que não tem reinado. Esse ano, James, foi novamente MVP (melhor jogador), foi em 2008-09 também, e caiu nas semifinais da conferência leste.

A questão é: o que o título traz ao jogador? LeBron precisa ganhar para legitimar o seu basquete?

A primeira questão é complicada, no mundo dos esportes em geral. Mas falando em NBA, temos craques que nunca venceram um campeonato e nem por isso tiveram menor valor agregado ao seu basquete. O caso de Allen Iverson, por exemplo, prêmios individuais não faltaram, MVP de All-Star game, um dos maiores cestinhas da liga e por aí vai…

Portanto o camisa 23 do Cavs, já está eternizado em nosso imaginário.

Assim que, não creio necessário o título para LeBron se tornar um dos maiores dos últimos tempos, ele já é. Mas fica um gosto amargo para quem acompanha o basquete do atleta. Essa temporada senti LeBron muito mais maduro, mais dono de suas mãos em função do jogo, além do espetáculo. O LeBron potente e agressivo com enterradas viscerais é fantástico de ser visto. Mas creio necessária a calma, a simplicidade em certos momentos, isso confirma o talento de um jogador.

Dou o exemplo de Kobe Bryant, meu predileto. O considero um bocado mais jogador que LeBron justamente por sua frieza, análise de jogo. Kobe explode em momentos certos. LeBron é virtuoso demais, e isso o atrapalha no jogo em conjunto. Basquete é conjunto e… Que pena, justamente quando LeBron captou a alma do jogo perfeito, seu time caiu.

Isso faz parte do esporte coletivo e a partir do exemplo que citei do jogador do Cleveland, podemos extrapolar: Maradona ganhou 86 sozinho? É possível alguém ganhar algo sozinho no esporte coletivo?

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