A morte de Hugo Chaves

Publicado em 06/03/13

61527-004-91D63A28Ontem, dia 05 de março, à tarde, todos nós fomos surpreendidos pelo anúncio da morte do líder venezuelano, Hugo Chaves. Na verdade não ficamos tão surpresos assim, já que a falta de informações confiáveis sobre sua recuperação lembram um episódio semelhante que nós fomos os protagonistas, a morte do presidente Tancredo Neves, em 1985, também antes de tomar posse.

Chaves era líder (não sei se é correto chamar de presidente) da Venezuela desde 1998. Dizia-se seguidor ou herdeiro do Libertador, alegando estar conduzindo a “Revolução Bolivariana”, que levaria o país ao socialismo. Aí tem um problema (intencional?): o Libertador, venezuelano como Chaves, não era socialista. Longe disso, era é liberal mesmo.

Carismático, populista,  parece ter surgido da mais pura tradição dos caudilhos latino americanos, já que até militar era. Adorado pelos seguidores, atacado por opositores, deixou um país em crise econômica e profundamente dividido. Figura prá lá de controversa,  utilizava a velha e surrada retórica antiimperialista latino americana, tirada lá da década de 1960, que põe a culpa nos Estados Unidos por de tudo que existe de ruím nesta parte do continente. Aliou-se inclusive, a alguns países notadamente opositores dos Estados Unidos, como o Irã. Também, quando tinha saúde, buscou se projetar como o líder da América Latina, rivalizando com Lula e falando alto nas conferências ibero-americanas de que participou, recebendo até uma sonora bronca do rei da Espanha numa delas.

Mal comparando, sua história lembra muito a do general Perón, militar argentino e maior líder populista da América Latina morto em 1973, de quem os argentinos ainda esperam o retorno em todos os políticos que ousam envergar a faixa presidencial.

Compartilhe por aí!
Use suas redes para contar o quanto o Band é legal!

mais de Ciências Humanas